Primeiro africano a ganhar o Prêmio Ratzinger é nomeado para a Pontifícia Comissão Bíblica

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29 Janeiro 2021

O Papa Francisco nomeou o padre jesuíta Paul Beré, primeiro africano a ganhar o Prêmio Ratzinger, como membro da Pontifícia Comissão Bíblica, entidade da Cúria Romana criada para assegurar a correta interpretação e a defesa da Sagrada Escritura.

A reportagem é de Mercy Maina, publicada em ACI Africa, 26-01-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou a nomeação do padre natural de Burkina Faso, que leciona sobre Sagrada Escritura no Pontifício Instituto Bíblico, com sede em Roma, junto com outros nove de seus biblistas, nessa segunda-feira, 25 de janeiro.

Papa Francisco entrega o Prêmio Ratzinger ao padre jesuíta Paul Beré durante uma cerimônia no Vaticano, em 9 de novembro de 2019 (Foto: Vatican Media/ACI Africa)

No dia 30 de setembro de 2019, o Pe. Beré fez história ao ser o primeiro africano a ganhar o Prêmio Ratzinger, que recompensa o trabalho de teólogos e especialistas de disciplinas afins.

Em uma entrevista com a ACI Africa uma semana depois de ter sido declarado o vencedor, o Pe. Beré disse sobre o seu trabalho: “Eu não pretendia ser visto. Meu desejo profundo era realmente promover uma pesquisa aprofundada em teologia para a Igreja na África e para as sociedades africanas”.

Sobre o significado do prêmio da Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI para ele como pessoa, o clérigo radicado em Roma, que é consultor do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos desde 2018, disse: “Em primeiro lugar, ele homenageia o trabalho dos teólogos africanos. A repercussão que eu recebi dos meus teólogos africanos em todo o mundo confirma isso”.

Referindo-se ao Prêmio Ratzinger, ele acrescentou: “Isso me encoraja a dar continuidade à minha própria pesquisa no campo das Escrituras. A África tem o potencial de trazer algumas intuições para o trabalho exegético. A inculturação não se limita à teologia dogmática, moral ou espiritual, ao direito canônico etc. Também deveria envolver o estudo das Escrituras”.

Como teólogo africano, “o prêmio fortalece a minha autoestima, porque, como africano, em algumas esferas, nós não temos voz, mesmo quando falamos”, disse o Pe. Beré, que também é consultor do Pontifício Conselho para a Cultura desde 2014.

Estabelecida em outubro de 1902 pelo Papa Leão XIII, a Pontifícia Comissão Bíblica tem o mandato de promover o estudo bíblico com eficácia entre os católicos, combater opiniões errôneas sobre a Sagrada Escritura por meios científicos e estudar e esclarecer questões debatidas e problemas emergentes no campo bíblico.

Com sua carta apostólica Scripturae Sanctae, de fevereiro de 1904, o Papa São Pio X concedeu à Comissão Bíblica a faculdade de conferir os títulos acadêmicos de licenciatura e doutorado em Estudos Bíblicos.

Para tornar o trabalho da Comissão mais eficaz e mais bem adaptado ao ambiente contemporâneo, o Papa Paulo VI estabeleceu novas normas para a organização e para o funcionamento da entidade por meio do motu proprio Sedula cura, de junho de 1971.

Com o documento de 1971, a composição da comissão passou de cardeais assistidos por consultores para professores de Ciências Bíblicas provenientes de várias instituições acadêmicas de todo o mundo, que se distinguem “pela sua aprendizagem, prudência e respeito católico pelo Magistério eclesiástico”.

O documento também fez da nova Comissão Bíblica um órgão consultivo posto a serviço do Magistério e vinculado à Congregação para a Doutrina da Fé, cujo prefeito é o presidente da Comissão.

Como membro da Comissão Bíblica, o Pe. Beré, que também é membro da Comissão Internacional Anglicano-Católica Romana (Arcic, na sigla em inglês), deve atuar por um mandato de cinco anos, renovável uma vez.

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