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15 Janeiro 2021

"O movimento pela vacinação já, pública e gratuita, traz em si tantos gritos abafados que não podem mais ser silenciados. Em pouco tempo, se o governo federal e com ele governos estaduais e municipais permanecerem no ritmo da lentidão e do burocracismo por onde atua o viés ideológico com o qual a pandemia da Covid-19 vem sendo tratada, outros confrontos, cujas consequências são impossíveis de serem projetadas", escreve Ivânia Vieira, jornalista, professora da Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), doutora em Comunicação, articulista no jornal A Crítica de Manaus, co-fundadora do Fórum de Mulheres Afroameríndias e Caribenhas e do Movimento de Mulheres Solidárias do Amazonas (Musas).

Eis o artigo. 

Vacinação Já! É o grito que se esparrama pelo Brasil. E que este alcance cada casa, cada estância, os quartinhos, becos, as ruas, praças, as comunidades urbanas e rurais. O País precisa ser fortemente sacudido, vencer a letargia, o silêncio, e os acordos reducionistas e criminosos em andamento.

O movimento pela vacinação anti-Covid-19, com aproximadamente 200 instituições e organizações representativas da sociedade brasileira, recebe a cada dia mais aliados. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Ordem dos Advogados do Brasil são algumas das mobilizadoras nacionais e, com muitos braços nas cidades, fazem ecoar o grito para que o governo brasileiro se mexa de fato, apresente respostas transparentes e realizáveis em curto e médio prazo quanto à vacinação dos brasileiros.

Com mais de 200 mil mortos e 8.105.790 contaminados, pelo novo coronavirus, até a data de 11 de janeiro, o governo federal decidiu, também nessa área, seguir o caminho contrário. A morosidade, o descaso e a inexistência de um plano nacional para a vacinação combinam elementos com elevado potencial para aprofundar a tragédia na qual vivem os brasileiros.

O País possui condições efetivas para agilizar o processo de vacinação dos brasileiros. Deveria ter iniciado a ação desde o ano passado. O uso político da pandemia e de todos os itens que a integram levaram o Brasil a viver uma segunda onda que em alguns estados, como o Amazonas (com saldo de mais de 5.7 mil mortes) é exemplo do quanto essa conduta é cruel. A postura de negação da letalidade do vírus, a estúpida posição assumida por determinados grupos econômicos e de gestores públicos produziram resultados criminosos que devem apresentados e cobrados judicialmente do governo. É essa posição a principal responsável pelo cenário de catástrofe que famílias e a maior parcela da população vivem, sob a súplica do socorro médico colapsado e a dor pelas mortes de tantos.

O movimento pela vacinação já, pública e gratuita, traz em si tantos gritos abafados que não podem mais ser silenciados. Em pouco tempo, se o governo federal e com ele governos estaduais e municipais permanecerem no ritmo da lentidão e do burocracismo por onde atua o viés ideológico com o qual a pandemia da Covid-19 vem sendo tratada, outros confrontos, cujas consequências são impossíveis de serem projetadas, estarão ocorrendo nas ruas e nas praças, motivados pelo desespero coletivo.

É tênue a linha entre a sensatez que deveria acionar os governantes, os parlamentares, o empresariado e a sociedade, e a insensatez adotada como arranjo principal para lidar com a pandemia como uma bolsa altamente rentável a uns poucos, aqueles que lucram com sofrimento, doença e morte em larga escala. Essa linha está sendo rompida.

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