Papa telefona para o cardeal Becciu

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01 Dezembro 2020

Na noite do primeiro domingo do Advento, o gesto do pontífice: o monsenhor se sentiu reconfortado.

A reportagem é de Maria Antonietta Calabrò, publicada por L’Huffington Post, 30-11-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Na noite desse primeiro domingo do Advento, o Papa Francisco telefonou para a casa de Dom Angelo Becciu. Após a eclosão do escândalo do edifício de Londres e a “renúncia” aos direitos e deveres do cardinalato, uma reviravolta. Talvez. Certamente, uma iniciativa que abriu o coração do arcebispo da Sardenha, como ele mesmo contou, “já que os pensamentos do Santo Padre foram muito diferentes dos dos jornalistas”.

A ligação da Casa Santa Marta chegou no fim de um fim de semana duro para Becciu, caracterizado no Vaticano pelo novo Consistório (a criação dos novos cardeais), ao qual sua eminência, dada a sanção que lhe foi imposta no fim de setembro pelo próprio papa, não pôde participar (assim como, no estado atual, não poderá participar de um futuro conclave).

Além disso, no Consistório, o papa dirigiu palavras duras para aqueles que são uma eminência, mas se afastam e acabam “fora da estrada”.

Mas o Evangelho de Marcos lido durante a celebração – sublinhou o papa na homilia – mostra não só os discípulos competindo para ver quem é o maior, mas também a atitude de Jesus que – como recordou Francisco – não se irrita, mas, com paciência, educa os apóstolos não a se desviarem, mas a segui-lo naquela estrada que o levará a Jerusalém e à morte na cruz.

Afinal, no último livro do pontífice que será publicado nesta terça-feira em todo o mundo [no Brasil, intitulado “Vamos sonhar juntos”, Editora Intrínseca], ele conta a sua experiência de governo como provincial jesuíta. Ele se comportara de uma forma muito dura e, devido ao seu estilo de governo, foi-lhe imposta “uma quarentena especial – um ano, dez meses e treze dias – transcorrida no início dos anos 1990 em uma residência jesuíta em Córdoba, em obediência aos superiores”.

“O mais estranho” naquela circunstância, anota Francisco no livro, foi a leitura dos 37 tomos da “História dos Papas”, de Ludwig von Pastor: “Eu poderia ter escolhido um romance, algo mais interessante. A partir de onde estou agora, eu me pergunto por que Deus me inspirou a ler precisamente aquela obra naquele momento. Com aquela vacina, o Senhor me preparou. Assim que você conhece aquela história, não há muito o que possa lhe surpreender sobre o que acontece na Cúria romana e na Igreja de hoje. Me ajudou muito!”.

Em suma, Bergoglio, na sua época, também passou por uma quarentena imposta por disciplina. Mas é possível sair melhor de uma crise. “Com ela, eu aprendi que você sofre muito, mas, se você me deixar que ela lhe mude, você sai melhor. Se, por outro lado, você levanta as barricadas, sai pior”, escreveu o pontífice.

Além disso, o Advento é o tempo da esperança.

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