Moçambique. O governador de Cabo Delgado nega a decapitação de 50 pessoas; O Bispo de Pemba reitera: "situação dramática"

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13 Novembro 2020

O governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo, negou que mais de 50 pessoas tenham sido sequestradas e decapitadas na aldeia de Muatide, distrito de Muidumbe, "em um campo de futebol que virou campo de extermínio”, conforme noticiado pela imprensa.

A reportagem é publicada por Agência Fides, 12-11-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Mapa de Moçambique. (Fonte: Wikimedia Commons)

O governador disse que na província que administra não houve massacres recentes por parte de terroristas, argumentando que a última carnificina, perpetrada pela Província Centro-Africana do Estado Islâmico (ISCAP), ocorreu no dia 6 de abril deste ano.

“O massacre de 53 jovens ocorreu no dia 6 de abril. É o que está na memória da província como um dos mais graves massacres cometidos por estes terroristas”, esclareceu o governador de Cabo Delgado, acrescentando que a carnificina foi causada pelo fato que “as vítimas se recusaram a ser recrutadas para as fileiras do grupo armado”

Mapa de Cabo Delgado. (Fonte: Pontifícias Obras Missionárias/Divulgação)

Valige Tauabo acrescentou que “a violência dos jihadistas nos preocupa muito, porque, de fato, os ataques terroristas estão causando muitos danos físicos e morais, pois os terroristas queimam casas, destroem bens públicos e causam lutos”. Segundo o governo, apesar da propagação dos atentados terroristas e do isolamento de algumas partes das províncias, nenhum território está sob o controle do grupo armado

Moçambique no continente africano. (Fonte: Wikimedia Commons)

O bispo de Pemba, Sua Exa. Mons. Luiz Fernando Lisboa, no entanto, afirma que a guerra se intensificou muito; por exemplo, só no último mês, 13 a 14 mil pessoas chegaram aos campos de Metuge, muitas delas em 200 pequenos barcos. “É uma situação dramática para as pessoas que fogem da guerra, de suas aldeias, de suas ilhas. Para se ter uma ideia, nos últimos dois dias, o distrito de Muidumbe sofreu sete ataques em sete aldeias. As pessoas são forçadas a dormir no mato. Quem foge de barco fica até 3, 4, 5 dias no mar, chegando com fome e desidratado”, relata o Bispo. 

 

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