O cristianismo e o Islã nunca estiveram em guerra, e sim foram explorados para fins políticos, diz Grande Imam de Al-Azhar

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16 Setembro 2020

As duas religiões ensinam que todos os seres humanos são reconhecidos como “irmãos em humanidade”.

A reportagem é publicada por La Croix International, 15-09-2020. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O Grande Imam de Al-Azhar diz que o cristianismo e o Islã nunca foram a base para guerras, mas foram exploradas para parecer como se assim fosse.

“Acreditamos com certeza que o Islã e o cristianismo nunca foram a origem de guerras e conflitos, mas sim que estes credos religiosos representam o oposto dos conflitos e das guerras nos quais estiveram envolvidos e foram explorados”, disse o xeique egípcio Ahmed al Tayyeb, Grande Imam de Al-Azhar ao receber o ministro de Relações Exteriores armênio Zohrab Mnatsakanyan para uma visita oficial à cidade do Cairo, em 14 de setembro, segundo informou a FIDES, agência vaticana de notícias.

Ele falou que as duas religiões ensinam que todos os seres humanos são reconhecidos como “irmãos em humanidade” e que a sua instituição acadêmica sunita está comprometida em expor as manipulações que usam conteúdos da fé islâmica para edificar ideologias de opressão.

O ministro armênio Mnatsakanyan destacou o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum assinado em 04-02-2019, em Abu Dhabi, pelo Papa Francisco e pelo Grande Imam de Al-Azhar. [1]

Este documento foi saudado como um “evento institucional sem precedentes” na história das relações entre cristãos e muçulmanos.

No encontro, o xeique al Tayyeb e o ministro do Exterior armênio também acenaram para a possibilidade de fortalecimento da colaboração e de intercâmbios culturais entre instituições acadêmicas armênias e o importante centro teológico-cultural Al-Azhar do islamismo sunita, ainda segundo a FIDES.

O encontro salientou as inquietações mútuas em torno do fundamentalismo religioso em diversas partes do mundo, da discriminação com bases religiosas e da exploração da religião para fins políticos.

Nota

[1] Documento original disponível aqui.

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