A realidade e as projeções dos populistas

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • Rico ri à toa

    LER MAIS
  • Charles Chaput, arcebispo emérito da Filadélfia, chama o Papa Francisco de mentiroso

    LER MAIS
  • No caminho do Reino com Pe. Zezinho, scj - Resenha

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


23 Agosto 2020

Em uma esplêndida série de podcasts, a publicação britânica online The Conversation, nascida da colaboração entre dois mundos igualmente estranhos (“rigor acadêmico, faro jornalístico” é o seu lema), se concentrou nas “teorias da conspiração” [escute aqui a parte 1, em inglês].

O comentário é de Iacopo Scaramuzzi, publicado na revista Jesus, de agosto de 2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

E explicou que, em épocas de passagens, muitas vezes se materializam fantasmas da conspiração diante dos olhos daqueles que, vislumbrando uma explicação simples da complexidadena do caos, identificando um inimigo invisível e muito poderoso, aplacam a ansiedade e se reapropriam de um papel (como vítima, mas, mesmo assim, um papel) na história.

Não se trata de loucos ou mitômanos. Frequentemente, são pessoas realmente “descartadas” da sua época, como diria o papa, que canalizam frustrações reais em recriminações delirantes. Que as redes sociais digitais propagam, e a grande incerteza do coronavírus alimenta. Em benefício dos empresários do medo.

Quando Jorge Mario Bergoglio acusa os populistas de colocarem filtros na realidade (“uma projeção daquilo que eu quero que seja feito, daquilo que eu quero que seja pensado, que exista...”), ele vai ao fundo da questão.

Em Francisco, aflora novamente o jesuíta dos séculos XVI e XVII. Uma época também marcada pela mudança, que forjou também o conceito de tolerância, o espírito científico, a consciência de que as verdadeiras explicações são contraintuitivas.

Nasceram, então, a Academia dos Linces, que, assim como o animal, olhava para além das aparências; o teatro moderno, que encenava e denunciava a aparência; a Companhia de Jesus e o seu espírito de discernimento. Um método que parte daquele “escutar” que, como explica o papa séculos depois, é “deixar-se tocar pela realidade”.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A realidade e as projeções dos populistas - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV