Burkina Faso. Mais de 2,2 milhões de pessoas correm risco de morrer de fome

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08 Julho 2020

O número de pessoas afetadas este ano por uma escassez alimentar grave devido ao conflito e ao clima extremo é três vezes mais alto do que o do ano passado, diz a Caritas Burkina Faso.

A reportagem é publicada por La Croix International, 07-07-2020. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

A Caritas Burkina Faso alerta que mais de 2,2 milhões de pessoas no país correm o risco de morrer de fome devido a conflitos em curso e a condições climáticas extremas.

O número de pessoas afetadas este ano por uma escassez alimentar grave é três vezes mais alto do que o do ano passado, diz à Agência Fides o Pe. Constatin Sere, diretor da Caritas Burkina Faso.

“O mundo esqueceu a crise no Sahel. Países como Burkina Faso enfrentam uma série de desafios e, sem ajuda, essas pessoas vão sofrer terrivelmente. As pessoas deslocadas internamente não têm acesso à alimentação nem à água, que é essencial para beber e para a higiene pessoal”, disse o religioso.

Mapa de Burkina Faso (Foto: InfoEscola)

Burkina Faso virou o epicentro de um conflito regional em curso que já causou mais de um milhão de pessoas deslocadas internamente. “É uma das ondas mais rápidas de deslocados internos no mundo e, infelizmente, centenas de milhares não têm comida, água nem abrigo adequado”, informou a Agência Fides.

Na medida em que a estação chuvosa se aproxima, a condição destas pessoas se torna ainda mais crítica, já que a maioria não tem abrigo adequado para lidar com as tempestades, com os ventos fortes e com as inundações que se seguirão nos próximos três ou cinco meses, ainda segundo o Pe. Sere.

A Caritas lançou um projeto de 600 mil euros para fornecer alimentos a pessoas e famílias deslocadas até o final de outubro de 2020.

O projeto visa ajudar cerca de 50 mil pessoas nas dioceses de Kaya, Fada N’Gourma, Nouna e Dédougou. Cestas de alimentos, com comida suficiente para um mês, são dadas a cerca de 1.500 famílias.

Sere disse que, em geral, a população demonstra uma esperança de haver paz e um retorno à normalidade. “Se perguntamos a elas o que mais desejam, a resposta será que querem retornar às suas comunidades de origem. Receio que esse retorno não aconteça tão cedo, porque a violência não mostra sinais de diminuição”, afirmou.

Desde 2015, Burkina Faso, um dos países mais pobres do mundo, convive com a violência jihadista que veio, em grande parte, do país vizinho Mali. O norte e o leste do país são as regiões mais afetadas. Além de matar centenas de pessoas, a violência forçou quase um milhão de pessoas a fugir de suas casas.

Ataques jihadistas em Mali, Níger e Burkina Faso mataram pelo menos 4 mil pessoas em 2019, segundo dados da ONU. As autoridades locais não conseguem conter a violência, apesar da ajuda de forças estrangeiras. A França tem aproximadamente cinco mil soldados na região.

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