Brasil está a caminho de ser o segundo país mais atingido pelo coronavírus

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07 Mai 2020

"O que acontece no Brasil é uma calamidade e não precisava ser assim. Existem muitos países que estão conseguindo controlar a pandemia. A Nova Zelândia, da Oceania, e o Vietnã, da Ásia, são exemplos internacionais de países que foram firmes na guerra contra o coronavírus. E venceram!", escreve José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, em artigo publicado por EcoDebate, 04-05-2020.

 

Eis o artigo.

 

O Brasil estava em 30º no ranking global dos países mais afetados pelo coronavírus em meados de março e passou para o 15º lugar em meados de abril. No dia 05 de maio chegou ao 9º lugar em número de casos e no 7º lugar no número de mortes, mas na iminência de passar a Bélgica e pular para o 6º lugar. No acumulado são 114.715 casos e 7.921 mortes.

No dia 05/05, em 24 horas, o número de pessoas infectadas aumentou em 9,493 casos e o número de vítimas fatais aumentou em 633 óbitos. Estes números são recordes da série histórica, conforme mostra o gráfico abaixo. Na variação diária, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking internacional, atrás apenas dos EUA e da Rússia, no número de casos e quanto ao número de mortes, ficou atrás apenas dos EUA e do Reino Unido.

 


Créditos: José Eustáquio Diniz Alves | EcoDebate

Provavelmente, ainda esta semana, o Brasil vai atingir o segundo lugar no número diário de casos e mortes e ao longo do mês de maio o país pode atingir o segundo lugar geral, ficando atrás apenas dos EUA. Ou seja, dois países de presidentes negacionistas, vão liderar o ranking dos casos e das mortes. Não é sem razão que Trump e Bolsonaro estão sendo acusados de genocidas, assim como vinham sendo chamados de ecocidas, pela atuação no meio ambiente.

No dia 05/05, no mundo, o número acumulado de casos chegou a 3,73 milhões e o número de mortes chegou a 258 mil. Nas últimas 24 horas, o número global de pessoas infectadas aumentou em 82 mil casos e o número de vítimas aumentou em 5,8 mil óbitos. Embora sejam números elevados, o mundo já atingiu o pico e começa a descer a ladeira, como mostra o gráfico abaixo.

 


Créditos: José Eustáquio Diniz Alves | EcoDebate

O que acontece no Brasil é uma calamidade e não precisava ser assim. Existem muitos países que estão conseguindo controlar a pandemia. A figura abaixo mostra o contraste da situação brasileira com dois países de continentes diferentes e de orientação político-ideológica diferente. Mas a Nova Zelândia, da Oceania, e o Vietnã, da Ásia, são exemplos internacionais de países que foram firmes na guerra contra o coronavírus. E venceram!

Em março, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, colocou em prática as restrições mais duras à mobilidade das pessoas na história do país. Em vez de falar no “achatamento da curva”, ela adotou uma estratégia de “eliminar a curva” da pandemia do novo coronavírus. A Nova Zelândia já fez 32.335 testes por 1 milhão de habitantes. (o Brasil fez 1 597testes por 1 milhão de habitantes). A Nova Zelândia tinha no dia 05/05, um total de 1.486 casos e 20 mortes. Sendo que nos últimos 5 dias ocorrem apenas 5 casos e nenhuma morte. O país já está voltando ao trabalho em maio.


Créditos: José Eustáquio Diniz Alves | EcoDebate

O Vietnã tomou as primeiras medidas para evitar o surto pandêmico ainda em janeiro. Primeiro fechou as fronteiras com a China. Passou a fazer um rigoroso controle do fluxo de pessoas vindas do exterior, paralisou as escolas e, progressivamente, foi estabelecendo um lockdown no país e instituiu um rigoroso sistema de monitoramento das pessoas infectadas e/ou com suspeitas de infecção. O governo e a sociedade se uniram para combater o vírus. O resultado foi apenas 271 casos e nenhuma morte. Agora em maio o país volta ao trabalho.

Enquanto isto, dois grandes países do continente americano são destaques nos efeitos negativos da pandemia e estão sofrendo bastante com o aumento de número de casos e de mortes, gerando muito tristeza. Coincidentemente, são dois países dirigidos por presidentes genocidas e ecocidas.

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