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28 Abril 2020

Os bispos franceses se encontraram on-line, discutiram formas de recomeçar as atividades públicas da Igreja em meio à pandemia de Covid-19.

A Conferência Episcopal Francesa – CEF fez história ao realizar uma assembleia plenária via videoconferência, pondo em contato os seus mais de cem bispos-membros de 99 dioceses e jurisdições do país.

A reportagem é de Claire Lesegretain, publicada por La Croix International, 27-04-2020. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Em geral, a assembleia da CEF acontece em lugares como o Santuário Mariano de Lurdes, mas as atuais medidas de confinamento para travar a disseminação do coronavírus impossibilitou a educação do encontro deste ano.

Então, os bispos realizaram um encontro on-line de duas horas na última sexta-feira à tarde para debater a retomada das liturgias públicas, dos seus programas catequéticos e outras atividades religiosas enquanto a França começa a aliviar algumas das restrições impostas em decorrência da pandemia.

A videoconferência da CEF seguiu-se a um encontro entre os bispos e o presidente Emmanuel Macron, de 21 de abril, para debater os lugares de culto ao final do confinamento.

“A qualidade do diálogo”

Dom Éric de Moulins-Beaufort, presidente da CEF, participou da reunião on-line com Macron.

Segundo uma nota de 24 de abril emitida pela conferência dos bispos, o presidente da entidade falou aos seus iguais sobre a “qualidade do diálogo com o presidente da República e com o governo”.

“Eles acolheram a convergência de visões entre o Papa Francisco e o Chefe de Estado quanto aos desafios internacionais e humanitários desta pandemia”, lê-se na nota.

O texto diz também que a assembleia plenária serviu para “discutirmos juntos os prazos e métodos para sairmos do confinamento, não só para as cerimônias litúrgicas como também para as atividades catequéticas e caritativas da Igreja”.

“Os bispos estão profundamente cientes da vontade dos fiéis em se juntarem para celebrar, nutrir e partilhar a fé. Eles compreendem a urgência de que todos aqueles que têm condições de ajudar, devem se envolver mais junto dos mais pobres”, diz a nota.

Acompanhar o ritmo das escolas e serviços públicos

Na verdade, vários dos bispos já manifestaram a esperança de poderem reassumir as missas públicas a partir de 11 de maio.

“Somos uma religião encarnada, a nossa fé é vivida através dos sinais e deve ser vivenciada em comunidade, como um corpo eclesial. A vida em comunidade é muito importante para os nossos sacramentos”, disse Dom Stanislas Lalann, de Pontoise, diocese a noroeste de Paris.

“Se houver uma retomada gradual dos serviços públicos e das escolas em 11 de maio, é normal que as paróquias sigam o mesmo ritmo”, disse ele à Radio Notre-Dame e ao sítio La Croix.

Dom Robert Le Gall, da Arquidiocese de Toulouse, localizada ao sul da França, disse sentir que “o rebanho está começando a se queixar, porque existe a necessidade fundamental de acessar os sacramentos”.

Ele contou ao La Croix que deseja começar celebrar novamente as missas para “30 ou 40 pessoas” em 11 de maio. O arcebispo disse que se sente preparado para seguir as diretrizes do governo, tais como “medir a temperatura corporal dos fiéis, instalar dispensários para produtos de limpeza das mãos na entrada das igrejas, deixar as pessoas a uma certa distância entre si e certificar-se de que usem máscaras...”.

“Os padres estão cansados de celebrarem missas dentro de igrejas vazias, mesmo que estejam sendo transmitidas ao vivo”, disse, ao considerar essa situação um “sinal de alarme, um SOS em sentido literal: Save Our Souls [salve as nossas almas]”.

Dom Michel Aupetit, arcebispo de Paris, manifestou sua perplexidade com as incertezas em torno do relaxamento das medidas de confinamento.

“O prazo está se aproximando. Quanto a escolas, estabelecimentos comerciais, transporte público e serviços do governo, sabemos o que irá funcionar. Em 11 de maio, todos saberemos o que podemos – ou não podemos – fazer, e o que devemos esperar. Curiosamente, no entanto, a situação para a religião tem sido tratada em separado”, disse ele em entrevista publicada em 23 de abril pelo jornal Le Figaro, o mais antigo da França.

A nota da CEF diz que os bispos debateram “um plano para a saída deste confinamento, combinando o desejo resoluto de permitir que os fiéis, mais uma vez, participem dos sacramentos com grande espírito de responsabilidade para com a saúde”.

A situação particular dos santuários

O plano também chama a atenção para a situação especial dos santuários. O plano foi enviado às autoridades públicas “para que o diálogo possa continuar, tanto em nível nacional quando em nível local com os prefeitos”.

A nota da CEF diz que os bispos e todos os católicos da França querem “apoiar plenamente os esforços coletivos” no combate à pandemia.

Diz que “é essencial que a vida da Igreja possa reconquistar o seu pleno caráter comunitário no mesmo ritmo que as escolas, a vida social e econômica do nosso país, a começar por 11 de maio”.

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