O sacrifício silencioso dos sacerdotes. Cem mortes desde o início do contágio

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13 Abril 2020

Eles já são cem em apenas um mês e meio. Este é o número de sacerdotes que morreram na Itália desde o início da infecção por coronavírus. O Papa Francisco também falou sobre eles há três dias da Casa Santa Marta, quando pela manhã, na missa em Coena Domini, recordou a santidade de muitos párocos anônimos e daqueles que se sacrificaram especialmente neste período de pandemia: “São os santos da porta ao lado, capazes de dar a própria vida", disse o Papa.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada em La Repubblica, 12-04-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Como escreveu Avvenire recentemente, que atualiza constantemente sobre as suas existências, muitos nomes são conhecidos apenas pelas comunidades que os tiveram como guias, mas outros toda a diocese (e não apenas) conhecia o rosto, a história e o empenho pastoral. Nesta Semana Santa, são quatro os sacerdotes que faleceram. Com eles, agora são cem padres diocesanos e religiosos em serviço pastoral nas paróquias, aos quais deve ser acrescentada a lista ainda mais longa (e ainda a ser reconstruída) das pessoas consagradas e das freiras.

De acordo com o jornal dos bispos italianos em seus perfis emergem agora pelo menos cinco traços em comum: a popularidade do clero italiano (a maioria dos padres morreu se infectando porque permaneceu entre as pessoas em vez de pensar em se pôr em segurança, os poucos outros estavam em casas de repouso); a capilaridade da presença de comunidade nos bairros da cidade, mas também em pequenos e minúsculos centros nos quais o padre é o guardião da memória compartilhada, participante da passagem de testemunho e de valores entre gerações; a fidelidade a um lugar, muitas vezes por décadas (existem párocos que permanecem em uma comunidade por quase quarenta anos); a humildade de um estilo de serviço na ocultação mais absoluta, até uma morte na solidão; e a presença preciosa que as pessoas descobrem ser indispensável, especialmente quando a distância forçada - ou a morte - as priva de uma pessoa sempre cara, próxima e disponível.

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