Sepultamentos crescem em São Paulo e cemitério da Vila Formosa vai parar na capa do Washington Post

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • “Nós nos tornamos um vírus para o planeta”. Entrevista com Philippe Descola

    LER MAIS
  • América Latina. 300 milhões de pobres, ainda em 2020. Destes, 83 milhões na pobreza extrema, segundo a Cepal e OIT

    LER MAIS
  • O projeto católico conservador se esgotou?

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


04 Abril 2020

Segundo dados recebidos pelo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (SindSep), o Cemitério da Vila Formosa, localizado na zona Leste da cidade, dobrou o número de abertura de covas nos últimos dias. No maior cemitério da América Latina, costuma-se enterrar no máximo 45 corpos em um único dia, mas só no dia de ontem (1º), foram feitos 57 sepultamentos.

A reportagem é de Cecília Bacha, publicada por Jornalistas Livres, 02-04-2020.

A imagem das valas abertas é tão forte que foi parar na capa do jornal diário estadunidense Washington Post, para ilustrar uma matéria sobre a crise provocada pela “inação federal”, como descreve o impresso o modo temeroso como o presidente brasileiro vem lidando com o surgimento do novo coronavírus.

O cemitério da Vila Formosa tem aberto 100 valas diariamente. Antes da pandemia, o número de buracos abertos era de no máximo 50 por dia.

No Cemitério São Luiz, na Zona Sul da capital, o aumento de trabalho também causou espanto. Foram 43 sepultamentos no dia de ontem, a maior curva desde o aparecimento da doença no Brasil. “Hoje (1º) foi fora da curva até para esses tempos, acredito que amanhã (2) deva voltar para média uns 25 sepultamentos no total, isso em tempos de coronavírus”, contou um servidor que não pôde se identificar.

Covas abertas em cemitério de SP viram destaque no Washington Post (Foto: Reprodução)

Os números divulgados pelo SindSep são de trabalhadores sepultadores, já que o Serviço Funerário do Município de São Paulo não tem sido transparente com os dados, denúncia o Sindicato. “Em São Paulo o serviço funerário é monopólio. Toda morte deve passar por lá. Então eles podem anunciar diariamente quantos sepultamentos foram feitos”, critica o secretário Imprensa do sindicato, João Batista.

Segundo dados do Ministério da Saúde desta quarta-feira (1º) são 241 mortes, 6.836 casos confirmados, e uma letalidade de 3,5% causadas pela Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2.

Proteção do Trabalhador

Os dirigentes do Sindsep, João Batista Gomes e Manoel Noberto, estão percorrendo os cemitérios para orientar os trabalhadores, seja da administração direta, como terceirizados, quanto a exigência e uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

João alerta que nenhum trabalhador deve colocar sua vida em risco. “Não vacile! Exija a proteção e o treinamento para a Coronavírus/Covid-19!”. Para denunciar situações perigosas nos serviços públicos municipais procure o Sindicato neste link.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Sepultamentos crescem em São Paulo e cemitério da Vila Formosa vai parar na capa do Washington Post - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV