Querida Amazônia: 40 dias navegando rumo à conversão - 33º Dia

Apostar na vida quando a maioria pensa que não há mais nada a fazer

Foto: Amazônia Real | Flickr CC

29 Março 2020

 

Dia 33 de Navegação - 29 de março (V Domingo da Quaresma)

 

Apostar na vida quando a maioria pensa que não há mais nada a fazer

 

Petição permanente para a conversão sinodal no início de cada dia

Que o Deus Trinitário, exemplo de vida em comunhão, ajude-nos a sonhar com uma Igreja sinodal, onde saibamos descobrir os sinais dos tempos e a presença de um Deus encarnado de diferentes maneiras, em diferentes lugares. Um Deus que nos ajude a discernir sua presença e anunciá-lo em todos os cantos, também entre os que vivem mais distantes; ser uma Igreja em saída, que vai ao encontro, que escuta e dialoga com todos. Que procuremos o bem para todos aqueles com quem nos encontramos todos os dias e saibamos como trazer de volta para a Amazônia e para todos os lugares onde estamos tudo o que vivimos no processo sinodal, fazendo realidade o que Deus espera por nós.

Medite por alguns instantes esta petição inicial, buscar a calma interior para entrar neste momento de conversão da Amazônia pelas águas da sinodalidade, a serviço do Povo de Deus e seus povos e comunidades, e escutar o chamado de Deus através da sua Palavra Viva.

 

Fragmento de uma Leitura do Dia

(Cada um é convidado a aprofundar as leituras completas de acordo com sua própria necessidade e critérios) 

Logo que Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada, em casa. Marta, então, disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. Jesus respondeu: “Teu irmão ressuscitará”. Marta disse: “Eu sei que ele vai ressuscitar, na ressurreição do último dia”. Jesus disse então: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês nisto?” Ela respondeu: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que deve vir ao mundo”...

Tiraram então a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o alto, disse: “Pai, eu te dou graças por-que me ouviste! 42 Eu sei que sempre me ouves, mas digo isto por causa da multidão em torno de mim, para que creia que tu me enviaste”. Dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” O que estivera morto saiu, com as mãos e os pés amarrados com faixas e um pano em volta do rosto. Jesus, então, disse-lhes: “Desamarrai- o e deixai-o ir!” Muitos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele (Jn 11,1-45).

 

Reflexão na Perspectiva do Processo Sinodal Amazônico

Ressuscitar, voltar à vida, apostar na vida quando a maioria pensa que não há mais nada a fazer. A realidade nos desafia a mostrar o caminho da vida, a colocar o que está ao nosso alcance para que a vida triunfe. Ninguém confiava que Lázaro voltasse à vida; a desolação prevalecia como um sentimento comum, a confiança não tinha mais espaço na vida daqueles que o conheciam e o amavam; mas Jesus chama para continuar acreditando para que a glória de Deus apareça.

A morte é uma realidade cada vez mais presente na Amazônia, os povos amazônicos e a Casa Comum parecem condenados à morte para sempre, mas em Deus devemos encontrar um caminho para a vida triunfar, a fim de ressuscitar este mundo moribundo; para construir relacionamentos baseados na vida, no cuidado dos outros e no que está em nosso ambiente. É sempre hora de apostar na vida e se comprometer para que ela triunfe.

 

Contemplação

Vamos contemplar a imagem deste dia e dedicar um momento para reconhecer nossa própria vida e experiência na Igreja e no serviço à Amazônia para pedir luz nesta Palavra de Deus e, assim, trazer de volta tudo o que vivemos. Escreva seus pedidos particulares e permaneça neles durante esse dia. Convidamos você a manter um registro de tudo o que o Espírito lhe provoca como uma preparação interna para assimilar melhor o processo sinodal.

 

Meditação Final (Querida Amazônia, 52)

Aos membros dos povos nativos, agradeço e digo novamente que, “com a vossa vida, sois um grito lançado à consciência (...). Vós sois memória viva da missão que Deus nos confiou a todos: cuidar da Casa Comum”

 

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