“O fundamentalismo de mercado dominou por quatro décadas e fracassou”, afirma Stiglitz

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07 Fevereiro 2020

“O capitalismo está em crise. Não é apenas uma crise econômica, é também uma crise do clima, de desigualdades, de confiança no sistema, de crise moral e política”. O Prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, participou ontem do fórum convocado pela Academia de Ciências Sociais do Vaticano, que reuniu especialistas, políticos e economistas dos principais países do mundo, também do FMI, e com a participação do Papa em seu encerramento.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 06-02-2020. A tradução é do Cepat.

Em seu discurso, o economista americano afirmou que o sistema capitalista “precisa ser reformado”, porque fomenta “um crescimento de desigualdades, destruição do meio ambiente, polarização de nossas sociedades e um permanente descontentamento, que não podem ser negados”.

Para Stiglitz, “uma economia distorcida, distorce a política e a sociedade”. Além disso, alertou que “o fundamentalismo de mercado, a agenda neoliberal, dominou por quatro décadas e fracassou”.

Então, o que precisamos fazer? “Precisamos de um novo contrato social, que espalhe solidariedade em nossas sociedades e pelas gerações. Isso significa um papel diferente para os governos, menos ajuda para as empresas e mais ajuda aos cidadãos que necessitam, impostos progressivos e, acima de tudo, reescrever as regras da economia”, destacou.

FMI: “O mundo tem uma enorme dívida global”

Por sua parte, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, reconheceu que, ultimamente, “o capitalismo está fazendo mais mal do que bem” e para melhorar a situação sugeriu, entre outras coisas, ajudar os países a criar uma “cultura da solidariedade” e a “promover a globalização da esperança”. Também falou em melhorar os sistemas globais do comércio, de controlar os fluxos de capitais pelos danos que podem causar e sobre a sustentabilidade da dívida.

“O mundo tem uma enorme dívida global. Isso nos leva a ficar expostos à instabilidade”, destacou, admitindo que as recentes revoltas na América Latina “são por causa da desigualdade, não da pobreza”. “Não é por acaso que as revoltas tenham nascido onde a diferença social é mais acentuada”, disse. “As políticas precisam ser inclusivas para que todos tenham os mesmos direitos”, concluiu.

 

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