Protestantes são convidados a comungar na primeira missa católica em catedral de Genebra desde a Reforma

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24 Janeiro 2020

Os protestantes foram convidados a participar da primeira missa católica em uma catedral de Genebra desde a Reforma, a ser realizada no mês que vem.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada em Novena News, 22-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A agência de notícias protestante suíça Protestinfo informou no dia 16 de janeiro que, pela primeira vez desde que iconoclastas destruíram o interior da catedral católica de Saint-Pierre em 1535, uma missa católica será celebrada no templo que agora é da Igreja Protestante Reformada de Genebra, no sábado, 29 de fevereiro.

A missa será celebrada por Pascal Desthieux, vigário episcopal católico do cantão de Genebra.

O gesto dos protestantes de abrir a sua igreja para uma liturgia católica foi o resultado de primeiras conversas informais na paróquia protestante de Saint-Pierre-Fusterie após uma cerimônia ecumênica.

A ideia, então, “amadureceu” no Conselho Paroquial, que votou para estender o convite.

“Não houve oposição, o que é significativo”, disse Daniel Pilly, presidente do Conselho Paroquial Protestante.

“A ideia nos atraiu porque corresponde ao nosso desejo de fazer da catedral um local de encontro para todos os cristãos de Genebra. Um espaço que transcende as fronteiras denominacionais.”

Embora a catedral protestante tenha aberto suas portas para outras denominações antes – para os luteranos, para confirmações, e para os anglicanos, para cantar canções de Natal, por exemplo – o convite aos católicos para celebrar a missa de fevereiro no espaço é especial por uma razão ecumênica ainda mais profunda.

O Protestinfo explicou assim: “Se os católicos romanos se sentirão em casa em Saint-Pierre no dia 29 de fevereiro, isso também será válido para os protestantes, que, assim como todos os cristãos, serão bem-vindos a esta missa e bem-vindos à comunhão”.

Embora não seja bem-vista segundo a lei da Igreja Católica, Pilly confirmou que essa prática da intercomunhão entre cristãos de diversas denominações “não é nada excepcional em Genebra”.

A hospitalidade eucarística compartilhada “já é praticada localmente em muitas paróquias durante as celebrações ecumênicas, nas quais protestantes e católicos se convidam para a Ceia do Senhor e para a comunhão”, explicou o presidente do Conselho Paroquial.

Bom relacionamento e confiança

As autoridades paroquiais da catedral protestante também convidaram os católicos a celebrar uma missa em seu espaço devido ao bom relacionamento e à confiança que eles construíram com o vigário episcopal católico Desthieux.

“O convite e a aceitação são um sinal de que o clima com a Igreja Católica Romana entre os protestantes em Genebra é extremamente favorável e frutífero”, disse Emmanuel Fuchs, presidente da Igreja Protestante em Genebra e também pastor em Saint-Pierre.

“Fizemos progressos notáveis em termos de ecumenismo, em particular com a Declaração Conjunta, assinada em 2017, que reconhece nossos respectivos ministérios”, acrescentou o ministro.

Tanto Fuchs quanto Pilly concordaram que, embora ainda existam diferenças significativas entre as tradições e a prática católicas e protestantes, o que une as duas denominações é mais importante.

“É um forte sinal que estamos dando ao emprestar a nossa catedral: uma vontade de abrir, de que todos juntos façamos a Igreja, de levar o Evangelho e de testemunhar o nosso amor a Cristo”, explicou Fuchs.

“Como o Papa Francisco disse, o ecumenismo é alcançado caminhando. Estamos tentando caminhar juntos, na esperança de que, quando já caminhamos o suficiente, os obstáculos que hoje nos parecem insuperáveis não sejam mais”, concluiu o pastor.

A missa católico-protestante compartilhada em Genebra é um importante passo no ecumenismo, impulsionado nesta mesma semana por iniciativas para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

As notícias sobre a missa de Genebra não apenas vieram à tona durante esta Semana de Oração, mas também vieram à tona dias depois que o Papa Francisco, em uma audiência privada com o Rev. Michael Jonas – pastor da Comunidade Evangélica Luterana em Roma – enfatizou que “católicos e protestantes estão muito próximos uns dos outros naquilo que fazem em seus cultos públicos”.

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