Argentina: Stiglitz avisa que os banqueiros perderão

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • Metaverso? Uma solução em busca de um problema. Entrevista com Luciano Floridi

    LER MAIS
  • Comunidades Eclesiais de Base, sim. Artigo de Pedro Ribeiro de Oliveira

    LER MAIS
  • A implementação do Concílio no governo do Papa Bergoglio. Artigo de Daniele Menozzi

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


23 Janeiro 2020

Em Davos, recado do Nobel de Economia: “não é razoável” supor que o governo Fernández sufocará população para pagar juros. Vem aí nova moratória? Detalhe: o novo ministro das Finanças é pupilo de quem fez o alerta…

O comentário é de Antonio Martins, jornalista, em artigo publicado por Outras Palavras, 22-01-2020.

Eis o artigo.

Já em seus primeiros dias, o novo governo argentino, formando por Alberto e Cristina Fernández, sinalizou cautelosa firmeza. Começou, pouco a pouco, a reduzir os juros internos. Rechaçou novas privatizações. Decretou ligeiro aumento de salários, que, por ser um valor mensal único, pago igualmente a todos os trabalhadores, beneficiou em especial os que ganham menos. Mas segue sem resposta a questão principal: como a Casa Rosada lidará com a dívida externa? Ela agigantou-se no governo Macri, levou o país a um acordo opressivo com o FMI e mantém-se como obstáculo a qualquer tipo de novo projeto.

Entrevistado segunda-feira em Davos, às vésperas do Fórum Econômico Mundial, o Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, fez uma aposta. Dirigindo-se aos banqueiros credores da Argentina, advertiu-os: preparem-se para perdas, “vai haver reduções”, disse ele. “Não posso conceber nenhum modelo razoável de cortes significativos [no estoque da dívida]. Seria fantasia pensar de outra forma”. O Prêmio Nobel foi além: “Os credores sabiam do risco: foi por isso que cobraram spreads altos. Não estão sendo enganados. Provavelmente não fizeram a lição de casa, mas sabiam que corriam perigo.”

As palavras de Stiglitz têm peso especial na Argentina. Além de acompanhar de perto os grandes temas econômicos do mundo, ele é o orientador do novo ministro das Finanças, Martin Guzman, com quem divide autoria de diversos trabalhos teóricos e acadêmicos.

 

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Argentina: Stiglitz avisa que os banqueiros perderão - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV