Finlândia, a proposta da primeira-ministra: trabalhar menos e ficar mais em casa

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07 Janeiro 2020

A recém eleita Sanna Marin prometeu isso por ocasião do 120º aniversário do Sdp, o partido socialdemocrata: trabalhar menos com mais tempo disponível para a família.

A reportagem é de Andrea tarquini, publicada por La Repubblica, 03-01-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Na Finlândia, governada por mulheres, 2020 começa com o executivo se preparando para ambiciosas experiências sociais. A jovem premier (34 anos) Sanna Marin quer introduzir a semana de trabalho encurtada de apenas quatro dias e com um horário diário de apenas seis horas, sem redução de salário.

Sanna Marin havia prometido isso por ocasião do 120º aniversário do Sdp, partido socialdemocrata do qual é líder, e um dos outros partidos da coalizão, o Vasemmistoliitto, a união da esquerda radical da influente, criativa super-ministra da educação pública Li Andersson, apoia a ideia sem reservas.

"Não se trata de governar com estilo feminino, mas de oferecer conteúdo e manter as promessas feitas aos eleitores", disseram Sanna Marin e Li Andersson várias vezes. Segundo a premier, citada pelo site austríaco de notícias konstrast.at em um artigo de Patricia Huber, “é importante permitir que os cidadãos finlandeses trabalhem menos e tenham mais tempo disponível para a família, para as pessoas queridas, para os hobbies ou para a vida cultural".

Atualmente, a Finlândia tem uma semana de trabalho de cinco dias, oito horas por dia. A primeira-ministra socialdemocrata está estudando agora - junto com Li Andersson, que o sugeriu e as outras líderes da coalizão - como começar com um grande teste para experimentar como será introduzida a semana de trabalho reduzida de 4 dias úteis de 6 horas cada. Existe um precedente importante, sempre no norte da Europa, e precisamente na vizinha Suécia, a potência-guia da região.

Gotemburgo, a segunda maior cidade do reino e grande centro industrial e de alta tecnologia de excelência, introduziu justamente a semana de trabalho mais curta, sem cortes salariais nas repartições públicas, na assistência médica e no pessoal dos hospitais. Com resultados positivos, que as "fantásticas 5" no poder na Finlândia examinam.

Em Gotemburgo, funcionários públicos, especialmente os cuidadores de idosos, envolvidos na semana curta se mostram estatisticamente mais animados, mais felizes e mais produtivos, tudo em benefício da satisfação de pacientes e do público em geral. A semana curta também é muito popular em Gotemburgo nos principais setores manufatureiros, como a fábrica local da Toyota e indústrias nacionais de alta tecnologia.

A ampla coalizão socialdemocrata está no poder na Finlândia desde as eleições parlamentares de junho de 2019. Pouco antes do final do ano, o primeiro-ministro (e líder do Sdp) Antti Rinne recebeu voto de desconfiança, porque foi julgado incapaz de resolver disputas salariais do setor público. As mulheres líderes dos cinco partidos majoritários tomaram a iniciativa, reinventando o acordo do governo em um sentido mais social, solidário e pró-crescimento.

Elas ocupam os principais cargos: Sanna Marin, presidente do Conselho, Katri Kulmuni, 34, líder do Centro, vice-primeira ministra e ministra das Finanças, Li Andersson, 32, número um da esquerda radical, na Educação, Maria Ohisalo, 34, líder dos Verdes, dos Assuntos Internos, e Anna-Maja Henriksson, 55, que lidera o partido da minoria sueca (liberal), na Justiça.

Em recente entrevista exclusiva ao Repubblica Li Andersson, considerada a figura-chave e estrategista das "fabulous five", destacou a prioridade do executivo liderado por mulheres: parar com o hábito das lideranças políticas de se sentirem como establishment elitistas, governar ouvindo as pessoas , em diálogo com o país real, conduzir políticas mais sociais, interrompendo assim o desafio dos populistas e dos soberanistas, que também cerca o modelo nórdico.

 

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