A Igreja Católica alemã aborda a partir desta segunda seu ‘caminho sinodal’ com a oposição do Vaticano

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23 Setembro 2019

Depois do relatório publicado no ano passado sobre os abusos no seio da Igreja alemã, os prelados decidiram abordar, com a oposição do Vaticano, temas como a separação de poderes na Igreja, a moralidade sexual, o celibato dos padres e a posição das mulheres na instituição.

Francisco advertiu claramente aos alemães de que não devem tomar iniciativas individuais.

Há exatamente um ano, os bispos fizeram público um informe em que contabilizaram 3.677 casos de abusos sexuais a crianças e jovens por parte de 1.670 clérigos entre 1946 e 2014.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 22-09-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A Conferência Episcopal Alemã aborda desde essa segunda-feira, 23-09, e até quinta-feira, 26-09, na cidade de Fulda, sua sessão plenária de outono, a qual assistem 60 bispos e que estará encabeçada pelo seu presidente, o cardeal Reinhard Marx.

Os planos para o processo sinodal foram anunciados em março deste ano por Marx. No entanto, em uma recente carta enviada aos bispos da Alemanha, filtrada por alguns meios de comunicação, o Vaticano afirmou que os planos para o polêmico “processo sinodal” na Igreja no país europeu “não são eclesiologicamente válidos”.

Assim, segundo informa Dpa, o papa Francisco advertiu claramente os alemães para que não tomem iniciativas individuais. Ao Vaticano também incomoda a participação do Comitê Central dos Católicos Alemães no processo de reformas, no qual estão representados os leigos.

Apesar disso, os bispos alemães decidiram continuar com seu “caminho sinodal”. “Esperamos que os resultados de formar uma opinião em nosso país sejam também uma ajuda para a guia da Igreja universal e para outras conferências episcopais, caso por caso”, reza a carta assinada por Marx e o presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães, Thomas Sternberg, e enviada em 12 de setembro ao prefeito da Congregação para os Bispos no Vaticano, o cardeal Marc Ouellet.

Também manifestavam que não encontravam razões pelas quais deveriam retirar as mencionadas matérias do debate e asseguravam que “incontáveis crentes” consideram que esses temas devem ser debatidos.

“Chegamos à conclusão de que temos que tratar esse tema a fundo se queremos aprender com as consequências do abuso por parte do poder eclesiástico – acrescenta a missiva. Queremos empreender um caminho que implique uma mudança de direção e uma renovação”.

Na última sexta, o próprio Marx pediu compreensão ao Pontífice, aproveitando sua presença em uma reunião do Conselho de Economia para a Santa Sé, no Vaticano, do qual é coordenador.

O purpurado alemão apontou que na reunião houve um “diálogo construtivo”, cujos conteúdos serão tratados nas consultas da assembleia geral dos bispos alemães.

Segundo informa a Conferência Episcopal Alemã, nesta segunda está prevista a intervenção do núncio apostólico do Papa no país, o arcebispo Nikola Eterovic.

Há exatamente um ano, os bispos alemães tornaram público um informe no qual contabilizavam 3.677 casos de abusos sexuais a crianças e jovens por parte de 1.670 clérigos entre 1946 e 2014.

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