Dois bispos católicos alemães pedem na Igreja uma mudança de perspectiva sobre as pessoas homossexuais

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17 Setembro 2019

Dois bispos diocesanos (alemães) se posicionam sobre o tratamento de gays e lésbicas na Igreja e exigem uma mudança de pensamento.

A informação é publicada no sítio católico katholisch.de (Alemanha) em 28 de agosto de 2019, traduzido livremente por Laura Checconi e publicado por Gionata, 13-09-2019. A tradução do italiano é de Luisa Rabolini.

Os bispos Franz-Josef Bode e Stefan Heße defenderam uma atitude mais aberta de sua Igreja em relação aos homossexuais. "O fato de que homens e mulheres homossexuais se professem crentes apesar das experiências de rejeição vivenciadas e peçam apoio pastoral para suas vidas é notável, questiona-nos e torna necessário que se desenvolvam perspectivas comuns", escrevem no prefácio a quatro mãos de um livro teológico apresentado na terça-feira à noite em Hamburgo.

O arcebispo de Hamburgo, bispo Heße, reitera: "Vejo que, como igreja, podemos ter um papel credível nesta sociedade somente se enfrentarmos a realidade da vida das pessoas". À qual, naturalmente, pertencem em Hamburgo também os homossexuais. Dom Bode, bispo de Osnabrück e vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, acrescenta: "A pastoral hoje como nunca deveria evitar excluir aqueles que pedem para serem acompanhados em sua jornada de fé". Monsenhor Bode já em janeiro do ano passado havia convidado a refletir sobre a possibilidade de uma bênção para as uniões homossexuais.

O livro “Mit dem Segen der Kirche? Gleichgeschlechtliche Paare im Fokus der Pastoral"(Com a bênção da Igreja? Casais do mesmo sexo no centro da atenção da pastoral, em tradução livre) contém palestras e debates de um simpósio não aberto ao público da Academia Católica de Osnabrück de Hamburgo, realizada em junho de 2018 justamente em Hamburgo. No encontro, teólogos de língua alemã, colaboradores eclesiásticos e interessados pedem uma bênção das uniões homossexuais pela igreja.

"A Igreja Católica está em uma controvérsia de princípio", disse o teólogo Hans-Joachim Sander, um dos autores que participaram da apresentação. De acordo com o professor de dogmática em Salzburgo, até hoje a Igreja prendeu-se exclusivamente às convicções surgidas dentro de si mesma e não tomou ciência de que existem experiências de amor entre pessoas homossexuais.

Thomas Schüller espera mais coragem por parte dos bispos alemães a esse respeito. O especialista em direito eclesiástico da Universidade de Münster, especifica em sua contribuição no livro que já é absolutamente possível para cada bispo em sua respectiva diocese permitir uma bênção para os casais homossexuais.

O bispo de Limburgo, Georg Bätzing, explicou na sexta-feira que não considerava possível nenhuma cerimônia de bênção para os casais homossexuais. Ele motivou seu ponto de vista, explicando que tais cerimônias estariam em contradição com a linha de sua igreja e que uma divisão dentro dela deveria ser evitada.

O bispo auxiliar emérito de Münster Dieter Geerlings declarou-se, ao contrário, favorável às bênçãos dos casais homossexuais. "Minha opinião pessoal é que a Igreja possa abençoar as uniões homossexuais", disse Geerlings.

Primeiro entre os bispos alemães, Dom Franz-Josef Bode no início do ano passado havia se manifestado sobre a necessidade de incentivar uma discussão sobre a própria bênção. "Precisamos discutir sobre isso profundamente dentro da Igreja. Silenciar e declarar tabu tais assuntos não leva a nada e cria insegurança", estas foram suas palavras na época.

Schüller criticou a declaração de Bätzing de que, segundo ele, não teria uma visão abrangente com base em suas declarações. O jurista destacou: "talvez devêssemos lembrar ao Monsenhor que ele faz parte do Magistério da Igreja". Por esse motivo, continua Schüller, ele tem o poder de tomar decisões justamente sobre tais questões. Sander considera que por trás da afirmação exista uma possível tática.

Se Bätzing se declarasse a favor das cerimônias de bênção agora, antes do início do diálogo previsto para a renovação da Igreja, não poderia entrar no processo de discussão de modo aberto, assim pensa o dogmático. Os bispos alemães querem dar o sinal de partida para o "caminho sinodal" em dezembro. Bätzing liderará o grupo de trabalho sobre o tema da "moral sexual".

Texto original: Bischöfe Bode und Heße wollen offeneren Umgang mit Homosexuellen

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