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06 Setembro 2019

Quando ontem, no avião que o levava a Maputo, capital de Moçambique, o Santo Padre Francisco disse ao jornalista de La Croix, Nicolas Senèze, que o havia presenteado com uma cópia de seu livro sobre as múltiplas e articuladas oposições ao pontificado que existem e atuam nos Estados Unidos, o Papa em certo momento disse: "Para mim, é uma honra se os americanos me atacam ...".

O comentário é de Luis Badilla, jornalista, publicado por Il sismografo, 05-09-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Não poucos, de maneira hipócrita e calculada, ficaram escandalizados e muitos escreveram longos papiros dizendo-se horrorizados com as palavras do Pontífice e tentaram transmitir a ideia de que o Santo Padre estivesse atacando os Estados Unidos como povo e nação.

E obviamente, como acontece de maneira sorrateira quando serve e é conveniente, alguns tiraram do baú a ladainha do "Jorge Mario Bergoglio antiamericano por ser anti-imperialista".

Falsidades fabricadas à arte e adereços vulgares.

Quando ontem Francisco disse: "Para mim, é uma honra se os americanos me atacam..." ele estava se referindo ao que Senèze conta em seu livro e que ele conhece há muito tempo. Esse foi o argumento do encontro e da conversa. Falava-se de um tipo específico de "estadunidense". O papa quis se referir a esses setores bem conhecidos e identificáveis nos últimos anos. É possível listá-los com nomes e sobrenomes.

Há alguns anos o pontífice acompanha cuidadosamente o que é escrito sobre seu pontificado, sobre a sua pessoa e sobre a Igreja Católica em alguns círculos estadunidenses, católicos e não católicos.

O Papa, como milhões e milhões de católicos, sente-se honrado com as críticas de pessoas, grupos e centros de poderes econômicos e políticos estadunidenses que não conseguem suportar as verdades do Evangelho e de Cristo, e não conseguindo reconhecer que a eles na realidade não agradam os ensinamentos evangélicos, então periodicamente se insurgem contra o Papa e a Igreja, com as Encíclicas dos Pontífices e muito mais. Uma conduta que vem sendo registrada desde a época de Leão XIII.

Agora, como eles mesmos anunciaram, com todo o dinheiro que têm, decidiram tentar influenciar um eventual Conclave com o objetivo de fazer todo o possível para que os cardeais eleitores escolham um novo bispo de Roma de seu agrado.

Ser criticado por pessoas desse tipo - infelizmente quase todos americanos (estadunidenses) como Steve Bannon e seus amigos dentro e fora da Igreja - por milhões e milhões de católicos é uma honra, aliás, uma grande honra.

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