A indústria manufatureira perde 1,6 emprego por cada novo robô

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29 Agosto 2019

A robotização e automatização do trabalho há tempo abandonou o território da ficção para adentrar nos sistemas produtivos de meio mundo. Sua presença compõe parte dos debates trabalhistas de maior atualidade, alimentando teses e propostas de políticas públicas cada vez mais amplas, como as da Renda Básica. Algo que não parece exagerado quando se comprova que a automatização já está afetando grandes setores industriais e provocando importantes riscos de precarização e exclusão trabalhista. É o que adverte um relatório publicado recentemente por Oxford Economics, utilizado por sua vez pelo sindicato UGT [União Geral dos Trabalhadores] para o contexto industrial de nosso país [Espanha]. Segundo o documento, o setor manufatureiro já perde 1,6 emprego por cada robô que a indústria incorpora em suas cadeias de produção.

A reportagem é publicada por Ctxt, 27-08-2019. A tradução é do Cepat.

Os números do estudo destacam que, só na Europa, a automatização neste âmbito provocou a destruição de 400.000 postos de trabalho, em apenas três quinquênios, compreendidos entre 2000 e 2016. Uma situação que, além disso, irá se agravar de forma importante durante a próxima década.

Para 2030, aponta a pesquisa, o continente terá multiplicado por quatro, chegando a dois milhões, a perda de empregos no âmbito da manufatura por causa da introdução de tecnologia robótica.

Além da Europa, as estimativas da Oxford Economics avaliam a perda de 550.000 empregos industriais na China, 340.000 na Coreia do Sul e 260.000 nos Estados Unidos. Em nível global, a organização calcula que em apenas uma década serão perdidos cerca de 20 milhões de empregos em todo o mundo por causa dos processos de automatização.

A UGT, por sua parte, faz referência à importante redução de trabalhadores no setor da indústria em nosso país, durante os últimos anos, incluídos os da crise. Entre 2002 e 2016, a força de trabalho neste âmbito passou de mais de 3,1 milhões de trabalhadores para superar somente 2,5 milhões, razão pela qual também é possível intuir uma importante influência dos processos de automatização dentro de nossas fronteiras.

A pesquisa da Oxford Economics aponta justamente os países com um mercado de trabalho mais precário e instável como os mais vulneráveis diante das consequências da automatização nos setores industriais.

Na Espanha, os desajustes e a polarização do mercado de trabalho, desde a deflagração da crise e durante os anos de recuperação, acabaram configurando um sistema produtivo especialmente sensível à robotização. Entre outras razões, isto se deve a que desde o ano 2013 uma alta porcentagem da criação de emprego se concentrou mais em postos muito qualificados, bem naqueles com tarefas repetitivas e rotineiras.

E são estes últimos os que contam com maior risco de desaparecimento frente à mudança tecnológica. Um extremo que, segundo outras pesquisas, na Espanha só se vê freado pelo predomínio de ocupações em hotelaria, muito repetitivas, mas dificilmente padronizáveis. Apesar de tudo isso, o risco de informatização no país já beira 0,50%. Isto significa que, em apenas alguns anos, cerca da metade dos trabalhos realizados por humanos poderão ser realizados por sistemas robotizados.

As diferenças entre os perfis de trabalhadores que estão se vendo mais afetados, isso sim, são notáveis: cerca de um terço das tarefas desempenhadas pela população com formação universitária estão em risco diante da robotização, mas chega até 70% entre os que têm formação primária. A equação se repete por nível de renda – quanto maior salário, maior proteção frente à substituição – e por situação trabalhista, com as pessoas paradas ou estudando submetidas a um maior nível de vulnerabilidade que as empregadas.

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