Incêndios na Amazônia e a reação silenciosa da hierarquia católica americana

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27 Agosto 2019

Enquanto os incêndios devastam as florestas da Amazônia, com poucas exceções, os bispos católicos americanos não se manifestaram sobre aquilo que muitos líderes mundiais têm chamado de um potencial desastre ambiental mundial.

A reportagem é de Christopher White, publicada por Crux, 26-08-2019. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Na semana passada, bispos da América Latina e do Caribe publicaram uma nota conjunta em que advertiram da “gravidade desta tragédia, que não é apenas de impacto local ou mesmo regional, mas de proporções planetárias”. 

Na nota pela Conferência Episcopal de Inglaterra e País de Gales, o bispo destacado para as questões ambientais, Dom John Arnold, falou que os prelados destes países ecoam as inquietações dos bispos latino-americanos.

“Profeticamente, o Papa Francisco escreveu, em preparação para o próximo Sínodo sobre a Amazônia: ‘Na selva amazônica, de vital importância para o planeta, se desencadeou uma profunda crise por causa de uma prolongada intervenção humana, onde predomina uma ‘cultura do descarte’ (LS 16) e uma mentalidade extrativista. A Amazônia é uma região com uma rica biodiversidade, é multiétnica, pluricultural e plurirreligiosa, espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, dos Estados e da Igreja’”, declarou Arnold.

“Juntamos a nossa voz com as deles para pedir aos governos dos países da Amazônia, especialmente o Brasil e a Bolívia, as Nações Unidas e a comunidade internacional, que tomem sérias medidas para salvar os pulmões do mundo. O que acontece na Amazônia não é uma questão apenas local, mas de alcance global. Se a Amazônia sofre, o mundo sofre”, acrescentou.

Enquanto isso, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos – USCCB, na sigla em inglês, ainda não se pronunciou oficialmente, com apenas alguns poucos bispos individualmente usando as suas plataformas para manifestar preocupação.

No sábado, a cardeal-arcebispo Dom Blase Cupich, de Chicago, teceu o comentário mais extenso, em um tópico de cinco mensagens no Twitter.

“As nossas vidas dependem disso”, escreveu ele referindo-se à necessidade de ação.

“Essa grave ameaça ao planeta demanda atenção, cooperação dos líderes mundiais. Convida-nos a sermos, como diz o Papa Francisco, os ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente”, refletiu o prelado.

Além de Cupich, Dom Rick Stika, da Diocese de Knoxville, no Tennessee, fez referência aos incêndios em postagem no Twitter onde sarcasticamente lembrou os negadores das mudanças climáticas.

“Claro”, tuitou ele. “Não existe essa tal de mudança climática. A Amazônia está em chamas e temos o mês de julho mais quente já registrado”.

Dom David Talley, bispo da Diocese de Memphis, também no Tennessee, retuitou uma postagem escrita pelo historiador e teólogo católico Massimo Faggioli, lamentando: “Se continuarmos a destruir a criação e a tornar o planeta inabitável, nada mais vai importar”.

Além destes poucos bispos americanos que trataram da questão, a maior parte das ordens religiosas católicas nos EUA também permaneceu silente.

No entanto, o Columban Center for Advocacy and Outreach, programa dos missionários columbanos, com sede em Washington, DC, enviou uma série de tuítes chamando a atenção para a região.

Esta atenção para a Amazônia ocorre na véspera de um importante encontro sobre a região amazônica a ocorrer em Roma no começo de outubro.

Embora observe que as principais temáticas serão as necessidades pastorais e a evangelização, o documento de trabalho do Sínodo atenta também para o desflorestamento massivo que ocorre na região e para o qual estes incêndios se tornaram um fator contribuinte significativo.

A Amazônia produz 20% do oxigênio da atmosfera terrestre, e mais de 1,5 milhão de metros quadrados da floresta amazônica já se perdeu para a exploração madeireira, agricultura, mineração, estradas, barragens e outras formas de desenvolvimento humano.

“A região, conhecida como os ‘pulmões da Terra’, que produz 20% do oxigênio do globo – em chamas”, escreveu Cupich em uma de suas mensagens postadas na internet. “É uma ameaça aos povos indígenas que vivem na região. Ameaça cada pessoa no planeta”.

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