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19 Agosto 2019

A série de reportagens ‘Fantasmas em sala de aula’ da GaúchaZH aborda um problema em ascensão: a relação entre transtornos mentais e a vida nas universidades. Uma pesquisa feita pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) mostra que o problema se agravou de 2014 para 2018. Entre os 424 mil estudantes ouvidos, uma proporção expressiva declarou que teve alguma dificuldade emocional (83,5%), sofreu de ansiedade (63,6%), procurou atendimento psicológico no último ano (9%), está em acompanhamento no momento (9,7%) ou toma medicação psiquiátrica (6,5%).

Cinco anos atrás, 6,38% dos graduandos disseram ter ideias de morte. No ano passado, o número subiu para 10,8%. A proporção de alunos com pensamento suicida dobrou: foi de 4,13% para 8,5%.

A informação é publicada por Outra Saúde, 19-08-2019.

Especialistas ouvidos pela reportagem concordam que o processo é um efeito colateral negativo da positiva expansão, interiorização e democratização das universidades. “O perfil do estudante mudou. Hoje, 70% têm renda per capita de até 1,5 salário mínimo. Para poder estudar, esse público demanda um conjunto de estruturas: alimentação, moradia, transporte, apoio pedagógico, assistência em saúde, esporte e lazer. Temos de saltar da democratização do acesso à universidade para a democratização da permanência”, ressalta Leonardo Barbosa e Silva, professor da Universidade Federal de Uberlândia, e um dos responsáveis pela pesquisa da Andifes.

A falta de investimentos na atenção aos transtornos mentais aprofunda o problema. “Já tentei buscar ajuda de várias formas, ver como funciona no SUS, mas as respostas que eu tenho são de que o sistema está superlotado. Em 2016 acabei indo atrás do Caps (Centro de Atenção Psicossocial), mas é superlotado. Tive um acompanhamento muito rápido. A psicóloga atuou mais no sentido de não me deixar cometer suicídio. Quando viu que eu estava mais calma, me liberou e pediu para eu tentar buscar autoconhecimento, porque não tinha como trabalhar comigo”, afirma Mayara Souto, 22 anos, aluna de História do campus de Jaguarão da Unipampa. “Consegui atendimento, que durou apenas um semestre, com alunos da Psicologia. Mas é assim, enquanto você não estiver no limite, dificilmente vai conseguir ser atendido. Minha família não tem condições de pagar tratamento, e pelo SUS o sistema de terapia em grupo é falho e por vezes perturbador, pois você fica exposto aos problemas alheios, além da própria exposição”, diz por sua vez a estudante s UFPel Vitória, de 20 anos, que se viu numa situação traumatizante a achar a companheira de república morta. A menina, com também 20 anos, tirou a própria vida. Havia interrompido as sessões com um psiquiatra particular e deixara de tomar a medicação que ele receitava. Buscou, em lugar disso, um plano de saúde popular – a primeira consulta ocorreu dias antes do óbito.

 

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