EUA: arcebispo de Indianápolis proíbe missa em colégio jesuíta

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07 Agosto 2019

Os estudantes de um colégio jesuíta em Indianápolis, Estados Unidos, começarão o ano letivo sem uma missa geral para todo o corpo escolar, depois que a escola apelou ao Vaticano contra a decisão do arcebispo Charles C. Thompson de retirar seu título de católica por causa de sua recusa, no início deste ano, de afastar um professor que se casou com outra pessoa do mesmo sexo.

A reportagem é de Michael J. O’Loughlin, publicada em America, 05-08-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quando o decreto do arcebispo Thompson foi anunciado em junho, não estava claro que efeitos práticos ele teria na Brebeuf Jesuit Preparatory School – exceto uma proibição de se definir como “católica”. Mas um efeito, de acordo com uma carta postada no site da escola no dia 4 de agosto pelo diretor William Verbryke, SJ, é que os jesuítas que ministram no colégio deverão pedir permissão ao arcebispo para celebrar a missa. O arcebispo permitiu que uma missa diária continue sendo celebrada, mas não permitirá missas especiais para toda a escola, incluindo a Missa do Espírito Santo, que é celebrada “como uma tradicional missa de abertura do ano letivo”, segundo a carta.

“Estamos desapontados e entristecidos pela decisão do arcebispo. No entanto, nosso apelo inclui o nosso pedido para poder celebrar missas no colégio novamente”, escreveu o Pe. Verbryke. “No entanto, devemos reconhecer, e reconhecemos, a autoridade do arcebispo em relação à celebração da missa dentro da arquidiocese.”

Em vez de celebrar uma missa, que estava marcada para o dia 15 de agosto, os jesuítas “pedirão as bênçãos do Espírito Santo sobre a nossa comunidade escolar para este ano letivo, realizando um rito de oração para toda a escola durante a volta às aulas”.

Em um e-mail para a revista America, a arquidiocese defendeu o tratamento dado ao caso Brebeuf, dizendo em um comunicado que todas as escolas católicas devem “declarar claramente em seus contratos e descrições de cargos ministeriais que todos os administradores, professores e conselheiros devem transmitir e apoiar todos os ensinamentos da Igreja Católica. A Brebeuf Jesuit Preparatory School optou livremente por não implementar essas práticas e, portanto, decidiu deixar de ser reconhecida como uma instituição católica na arquidiocese”.

“Por preocupação pastoral e por caridade”, continua o comunicado, “o arcebispo Charles C. Thompson deu permissão para que a missa seja celebrada todos os dias na capela da escola antes do início das aulas”.

Em resposta a uma pergunta sobre o motivo pelo qual o arcebispo negou especificamente a permissão para uma missa para toda a escola, o porta-voz do arquidiocese, Greg Otolski, escreveu: “Ao optar por não ser mais reconhecida como uma instituição católica, a Brebeuf foi dispensada dos ônus e dos bônus de uma instituição católica”.

Em sua carta, o Pe. Verbryke escreveu que a escola pediu ao arcebispo Thompson para reverter seu decreto de junho. O arcebispo se recusou a fazê-lo, e os jesuítas deram continuidade ao processo de apelação, recorrendo à Congregação para a Educação do Vaticano, na esperança de derrubar o decreto.

“Nós não temos um cronograma de quanto tempo levará o processo de apelação, mas estejam certos de que estamos fazendo todos os esforços para resolver o nosso desacordo com o arcebispo e retomar a forte relação de que desfrutamos com a arquidiocese nos últimos 57 anos”, escreveu o Pe. Verbryke.

Pelo menos dois cardeais estadunidenses pertencem ao escritório vaticano que lidera com o apelo da Breubef: o cardeal Blase Cupich, de Chicago, e o cardeal Joseph Tobin, de Newark. Antes de ser nomeado arcebispo de Newark em 2016, o cardeal Tobin foi arcebispo de Indianápolis.

De acordo com uma declaração de 20 de junho, escrita por Brian Paulson, SJ, provincial dos jesuítas da Província do Meio-Oeste dos EUA, as lideranças das escolas ficaram sabendo em 2017 que um professor da Brebeuf Jesuit Preparatory School havia casado civilmente com uma pessoa do mesmo sexo. O casamento foi divulgado através das mídias sociais, de acordo com o padre Paulson, que disse que a arquidiocese, então, pediu oralmente que a escola não renovasse o contrato do professor. A escola decidiu não atender a esse pedido, pois o “professor em questão não ensina religião e é um antigo e importante funcionário da escola”.

O Pe. Paulson, que levará o apelo da Brebeuf a Roma, disse à época que as lideranças da escola discordaram da arquidiocese e decidiram não honrar o pedido da arquidiocese a fim de proteger os funcionários da escola e porque o pedido da arquidiocese representava uma interferência em questões trabalhistas.

Em sua carta, o Pe. Verbryke disse esperar que o processo de apelação se resolva rapidamente, para que as missas para toda a comunidade escolar possam continuar sendo celebradas.

“Continuamos acolhendo as conversas, preocupações e, mais importante, orações, enquanto navegamos juntos neste tempo desafiador”, escreveu.

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