A carta do Papa ao ditador Bashar Hafez al-Assad e o desaparecimento de Paolo Dall'Oglio

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24 Julho 2019

Il Sismografo recebeu e publicou a carta abaixo, em francês, comentando a entrevista do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, por ocasião da entrega da carta do Papa Francisco ao presidente da Síria. A carta foi entregue pessoalmente pelo enviado especial do Papa, o cardeal Turkson. Segundo alguns analistas, trata-se de um gesto sem precedentes, que mostra a viva preocupação de Francisco com a dramática situação da Síria.

A carta, originalmente em francês, foi publicada por Il Sismografo, 23-07-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a carta.

Caros amigos,

o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, ontem na breve mas muito clara entrevista concedida ao site VaticanNews, perguntado sobre "prisioneiros políticos" na Síria, respondeu com coragem e honestidade e, acima de tudo, sem se esconder por trás de retórica diplomática, neste ponto totalmente inúteis.

O cardeal disse: "Sim, para o Papa Francisco é particularmente importante a situação dos presos políticos, aos quais – ele afirma - não podem negar condições de humanidade. Em março de 2018, o Independent International Commission of Inquiry on the Syrian Arab Republic publicou um relatório sobre este assunto, falando de dezenas de milhares de pessoas detidas arbitrariamente. Às vezes em prisões não oficiais e em lugares desconhecidos, elas sofreriam diferentes formas de tortura sem ter qualquer assistência legal ou contato com suas famílias. O relatório observa que muitos deles infelizmente morrem na prisão, enquanto outros são sumariamente executados".

Caros amigos, vocês me conhecem e sabem como eu, como muitos outros, carregamos em nossos corações o sofrimento pela falta do nosso querido padre Paolo Dall'Oglio, desaparecido na Síria há mais de seis anos depois de ser, dizem, sequestrado por extremistas islâmicos próximos ao grupo al-Qaeda. Eu escrevi para vocês no passado para pensarmos juntos sobre por que eu e outros nunca acreditamos nesta versão.

A nossa convicção é outra. Para nós desde o primeiro momento com o desaparecimento de Paolo Dall'Oglio tem algo a ver - e como! - o ditador al-Assad e sua polícia feroz e sua obscura política, responsável por milhares de crimes horrendos.

É por isso que, ao ler a passagem, mencionada acima, da entrevista do cardeal Parolin, eu e outros pensamos no padre Dall'Oglio. Em nossa opinião, Paolo poderia ter sido protagonista involuntário de uma das tantas situações terríveis descritas pelo Secretário de Estado.

Talvez um dia, seguindo essa pista, se consiga chegar à verdade.

Enquanto isso, como todos os dias, oferecemos nossas orações por Paulo.

Obrigado pelo vosso trabalho.

Paris, 23 de julho de 2019 - e-mail assinado com pedido para não divulgar o nome.

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