Dioceses francesas põem em prática o ''acompanhamento para os jovens gays" proposto pelo Sínodo dos Bispos

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05 Julho 2019

Assembleia especial sobre o documento final do Sínodo dos Jovens pediu “caminhos de acompanhamento na fé” para os gays.

A reportagem é de Anne-Bénédicte Hoffner, publicada por La Croix International, 04-07-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Como os bispos as recomendaram no documento final da sua assembleia sinodal especial sobre os jovens, estão sendo desenvolvidos “percursos de acompanhamento na fé de pessoas homossexuais” na França.

Mas os medos e os preconceitos ainda não desapareceram.

Passo a passo, a Igreja Católica tomou consciência dessa emergência pastoral.

Após a famosa declaração “Quem sou eu para julgar?” do Papa Francisco no avião que o trouxe de volta da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013 a assembleia especial do último Sínodo dos Bispos marcou uma nova etapa.

Em seu documento final sobre os jovens, os bispos reafirmaram: “Deus ama todas as pessoas e, assim, faz a Igreja, renovando o seu empenho contra toda a discriminação e violência com base no sexo”.

Eles também recomendaram encorajar o “acompanhamento na fé de pessoas homossexuais”, com o objetivo de ajudar “todos os jovens, sem exceção, a integrar cada vez mais a dimensão sexual na própria personalidade”.

De fato, tais experiências estão se multiplicando em várias dioceses, às vezes apoiadas por uma pessoa designada pelo bispo. Para o Pe. Denis Trinez, padre em Angoulême e capelão da pastoral familiar, a “grande mudança”, em primeiro lugar, está ocorrendo naquela região.

“Antes, apenas os movimentos associados tinham como objetivo ajudar os gays. A partir de agora, são as próprias dioceses que estão envolvidas”, disse.

Ele coordena pessoalmente a reunião trimestral dos responsáveis por esse trabalho pastoral em uma grande região de Nantes a Clermont.

No ano passado, outro escritório de coordenação foi designado para as dioceses da região de Île-de-France, e outro será lançado no início de setembro em Lyon.

“Hoje, cerca de 30 dioceses na França têm propostas”, afirmou.

Algumas se destinam a pessoas gays e/ou suas famílias. Outras são mais voltadas para “mudar a forma como as comunidades cristãs veem as coisas”.

Em 23 de novembro, em Boulogne-Billancourt (Hauts-de-Seine, o subúrbio oeste de Paris), a Diocese de Nanterre está organizando um congresso importante para uma “visão ampla e aberta” do que já existe.

Com uma variedade de conferências, apresentações e encontros em grupo, o evento pretende ser “uma encruzilhada de reflexão e intercâmbios alimentados pelos Evangelhos e pelas ciências humanas”.

Preconceitos

“Tudo se move globalmente”, disse Jean-Michel Dunand. Mas o fundador da Comunhão Bethany, uma comunidade ecumênica de oração “a serviço dos gays e transexuais”, observou que o “medo” e o “preconceito” não desapareceram.

“As pessoas gays são bem-vindas, desde que sejam discretas, e não sabemos muito bem aquilo pelo qual elas estão passando”, disse ele, convencido de que “um trabalho antropológico e ético fundamental sobre a sexualidade” é necessário a fim de “desenvolver uma apreciação de quem eles são” e “descobrir os seus dons específicos para o mundo e a Igreja”.

Enquanto isso, ele está ansioso para ver todos os “pequenos passos”.

“Cristo se une a nós apesar dos bloqueios institucionais, e isso nos enche de esperança. O desafio é encontrar pessoas que possam acolher aquilo que Deus está fazendo”, afirmou.

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