Sem precedentes. O Papa celebrará uma Missa em São Pedro para migrantes e socorristas. Estará presente também a capitã Carola?

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02 Julho 2019

A celebração está marcada para a manhã de 8 de julho. Convidadas 250 pessoas.

A reportagem é de Maria Antonietta Calabrò, publicada por Huffington Post, 01-07-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

A iniciativa do Papa, comunicada na manhã desta segunda-feira pelo porta-voz interino da Sala de Imprensa do Vaticano, Alessandro Gisotti, é sem precedentes.

Na manhã da próxima segunda-feira, 8 de julho, no sexto aniversário de sua visita a Lampedusa (um dos primeiros gestos marcantes do Pontificado), Francisco celebrará uma missa para os migrantes que morreram nos últimos anos, para refugiados e para todos aqueles que estão engajados em salvar suas vidas. Ao todo, 250 pessoas convidadas pela seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento humano integral, ao qual o Pontífice confiou a organização do evento. Como se sabe, o Papa reservou o direito de presidir diretamente esta seção da Cúria Romana (outro evento sem precedentes).

Pela lógica, entre os convidados à Missa do Papa também poderia estar a capitã Carola Rackete, do SeaWatch3, caso já estivesse livre, mesmo que respondendo processo.

Mas a coisa extraordinária que deve ser imediatamente ressaltada é que a Missa presidida por Francisco acontecerá em São Pedro, no Altar da Cátedra, o Altar central da Basílica construída sobre a Tumba daquele que foi escolhido pelo próprio Cristo como "pedra" sobre a qual edificar a sua igreja.

O Altar, conhecido em todo o mundo, dominado pelo grandioso baldaquino barroco de bronze de Bernini (uma das obras-primas da arte mundial), é um monumento encomendado por Urbano VIII na abside da basílica vaticana, para mostrar “urbi et orbi” ("Para a cidade de Roma e para o mundo") qual é o poder pastoral e magistral de Pedro e dos seus sucessores. Para honrar a autoridade que Cristo conferiu a Pedro, é chamado justamente de Altar da Cátedra ou Cadeira. E é nesse Altar que os Papas presidem os momentos litúrgicos mais importantes da vida da Igreja, como os da véspera de Natal e da Páscoa.

Celebrar ali a missa para os migrantes tem quase o significado de dizer que, nas circunstâncias históricas atuais, a causa dos migrantes deve ser considerada dentro do perímetro da definição de ser católico, por avaliação e decisão do próprio Papa.

A Igreja, exceto por algumas exceções esporádicas, "bate" em uníssono sobre esse ponto. Não só em termos gerais e abstratos, mas também em casos específicos. Como o do SeaWatch3. Tanto que no sábado à noite o cardeal Pietro Parolin declarou: "Acredito que a vida humana deve ser preservada de todas as maneiras. Esta deve ser a estrela guia que nos orienta, todo o resto é secundário”.

É fácil imaginar que poderia estar presente à missa também o médico de Lampedusa, Pietro Bartolo, eleito para o novo Parlamento Europeu como independente na lista do Partido Democrático com muitas preferências, sob a bandeira da "Democracia Solidária", uma formação cívica que remete à experiência da Comunidade de Sant'Egidio.

Bartolo em 2017 declarou: "Em mais de 25 anos de atividade de campo em Lampedusa visitei mais de 300 mil migrantes e infelizmente cheguei ao recorde mundial de um médico na inspeções de cadáveres, alguns realmente arrasadores como no caso dos corpos sem vida de mulheres grávidas e crianças".

Naturalmente Francisco não pensa apenas na Itália e no Mediterrâneo.

Data de poucos dias a foto dramática do pai e do filho afogados no Rio Grande, na fronteira entre o México e os Estados Unidos, uma foto que horrorizou o mundo inteiro e entristeceu profundamente o Papa.

"O Santo Padre" - explicou Gisotti - deseja que o dia 8 de julho seja "um momento de máximo recolhimento". Imprensa e meios de comunicação não serão permitidos na Basílica. Mas haverá um streaming ao vivo do portal do Vaticano "Vatican Media". O mundo inteiro e todos os poderosos do mundo (de Trump a Salvini) poderão ver com seus próprios olhos.

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