As novas ideias para o progresso tecnológico estão fora do Vale do Silício

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19 Junho 2019

Por dois anos, Ashlee Vance, autor da biografia Elon Musk: Tesla, SpaceX, and the Quest for a Fantastic Future, viaja pelo mundo em busca das inovações tecnológicas emergentes mais importantes: Palestina, Israel, China, Rússia, Austrália, Islândia e Chile são alguns desses lugares "onde há um grau de imitação do Vale do Silício, mas também uma quantidade impressionante de novas ideias e abordagens para esculpir o futuro", escreveu o condutor do ciclo de vídeos Hello World.

A reportagem é publicada por Infobae, 18-06-2019. A tradução é do Cepat.

"A monocultura que surgiu na área de San Francisco está sendo desafiada por algo novo, diversificado e talvez mais poderoso", concluiu após essas explorações em todo o mundo. "Em algum lugar ao longo do caminho, o vale perdeu de vista o fato de que a tecnologia era uma ferramenta, o que Steve Jobs gostava de descrever como “uma bicicleta para a mente”, escreveu em Bloomberg Businessweek.

"No central, Google, Facebook, Twitter e seus pares são empresas de publicidade, seu trabalho é desenhar serviços viciantes e nos fazer passar o máximo de tempo possível neles. Nosso tempo, nossos dados, nossos seres virtuais são o produto", acrescentou. "Esses serviços são tecnologia, mas a tecnologia é muito mais, e ainda é uma ferramenta que conserva seu poder".

Como exemplo, Vance destacou a indústria aeroespacial. “Na Austrália, China, Dinamarca, Israel, Japão e Nova Zelândia surgem operações de foguetes e satélites. Pequenos grupos de pessoas constroem coisas que costumavam precisar de recursos dos governos nacionais".

Assim, a Dragon, da Space X, levou em meados de julho de 2018 o satélite Butão-1 para a Estação Espacial Internacional, que orbitou de lá. Criado no pequeno reino asiático do qual recebeu o nome, faz parte do projeto de satélites Birds-2, que engenheiros butaneses do Instituto de Tecnologia Kishu fizeram no programa de mestrado, junto com colegas das Filipinas e da Malásia.

"Mudanças similares ocorrem no transporte, na medida em que as melhorias em baterias e motores elétricos, software de controle e inteligência artificial dão às pessoas a crença de que seus sonhos de ficção científica são possíveis. Tomemos o caso de Naomi Kurahara", propôs.

Trata-se de uma engenheira elétrica do Japão que, em 2016, fundou a Infostellar, uma empresa que criou uma maneira mais barata dos satélites transportarem informações no mundo. "Nos anos anteriores, Kurahara provavelmente teria permanecido no mundo acadêmico ou trabalhado em um grande conglomerado tecnológico.

Em vez disso, ela assumiu o risco, formou uma startup e levantou capital de investidores enquanto carregava seu filho recém-nascido para reuniões e o fazia dormir em uma caixa ao seu lado."

Entre os outros casos destacados na nota, estão o do biohacker australiano Meow-Ludo Disco Gama Meow-Meow, que implantou na mão um chip para pagar diretamente a passagem no transporte público em Sidney (foi aos tribunais quando o multaram por não ter um ingresso e ganhou o caso), e o do diretor do Laboratório de Robótica Inteligente da Universidade de Osaka, Hiroshi Ishiguro, que criou uma androide que pode conversar com humanos graças a uma combinação de algoritmos de criação de fala, tecnologia de reconhecimento facial e sensores infravermelhos.

Também o robô social Furhat, desenvolvido na Suécia, que manifesta gestos e emoções similares aos humanos em expressões complexas, sem as limitações mecânicas de outras tecnologias, pode ser personalizado com distintas faces e tem direção virtual de suas palavras através de dois alto-falantes, que sincroniza com o movimento dos seus lábios. Além de falar 30 idiomas, possui câmeras oculares que permitem que fique alerta.

"É comum na Baía de San Francisco que alguém com um aplicativo ou uma loja online diga que está melhorando o mundo. Em outros lugares, no entanto, essa crença tem um significado real", argumentou Vance. "Possui, sem dúvidas, nos laboratórios de Jerusalém onde são fabricados órgãos artificiais e entre os engenheiros que no deserto de Atacama produzem aparelhos que retiram água potável do ar, e para os cientistas da Sibéria que trabalham em geral energia limpa de fusão".

Em Ramallah, durante uma palestra de Patrick Collison - o multimilionário cofundador da empresa de pagamento on-line Stripe -, o autor observou que mais de um terço do público eram mulheres. Entre elas estava a fundadora de uma empresa on-line de lingerie, Kenz, cujo principal mercado é a Arábia Saudita, e a diretora de tecnologia do RedCrow, um serviço que alerta as pessoas sobre ataques e violência nos arredores.

"As pessoas que antes eram limitadas pelo isolamento geográfico e pela pobreza, hoje, aspiram vender produtos e serviços ao mundo", acrescentou. E concluiu: "A tolerância ao risco, alimentanda e aperfeiçoada no Vale do Silício, encontrou novos lares".

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