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03 Maio 2019

Toda sexta-feira, um grupo de crianças e jovens se reúne em algum lugar do mundo para pressionar políticos e empresários de seus países a agirem contra as mudanças do clima. O movimento, liderado por uma jovem sueca de 16 anos, faz barulho e ganhou o planeta.

A reportagem é de Daniele Bragança, publicada por O Eco, 28-04-2019.

Já não era sem tempo.

Aqui no Brasil, a greve ocorre quase toda sexta em algumas cidades. No Rio de Janeiro, desde o dia 15 de março, data da primeira greve global pelo clima, os (ainda poucos) jovens foram duas vezes protestar em frente à Assembleia Legislativa (Alerj). Em abril, migraram o local de protestos para o Museu do Amanhã, um espaço dedicado à discussão sobre o impacto do homem no planeta e sobre o futuro em um mundo mais cheio e mais quente. Faz sentido.

O principal ponto do movimento iniciado por Greta Thunberg, que começou uma greve solitária em frente ao parlamento de Estocolmo, é a responsabilidade intergeracional, a responsabilidade da atual geração de adultos de entregar o planeta nas mesmas condições que recebeu da outra ou melhor para os jovens, que serão os grandes afetados pelas mudanças do clima. Agora, eles estão nas ruas pedindo para serem ouvidos.

Como movimento de jovens, grande parte da mobilização é feita e acompanhada pelas redes sociais. No Brasil, greve com grupos de até 20 jovens já é considerado um sucesso. Em Ponta Grossa, no Paraná, o movimento é tocado pela jovem Malu Kovalski, que vai protestar sozinha em frente à prefeitura. A Greta também começou assim, sozinha. Sete meses após iniciar a greve, um milhão de jovens foi para as ruas exigir para que os países parem de postergar as ações para mitigar os efeitos do clima.

Os políticos europeus já abriram espaço na agenda para ouvir o movimento Fridays for Future [Sextas pelo Futuro]. Do ponto de vista ambiental, faz sentido que países com políticas ambientais rígidas prestem atenção no que os jovens estão falando. Do ponto de vista prático, políticos sabem que os jovens de hoje são os eleitores de amanhã (e o amanhã está muito perto).

Para entender por que os jovens estão em greve pelo clima, nossa equipe conversou com Milena Batista, de 22 anos, estudante universitária de História (PUC) e Gestão Ambiental (EAD), e que quase toda sexta-feira participa do movimento, que não tem liderança definida, só inspirações.

Assista:

Vídeo e edição por Márcio Lázaro.

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