Centrais defendem greve geral em 14 de junho e retirada de projeto da Reforma da Previdência

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Intervenção nos jesuítas: quando Bergoglio impediu Bertone

    LER MAIS
  • Papa Francisco pede que bispos ensinem os fiéis a discernir nas eleições, na política

    LER MAIS
  • Antonio Spadaro explica a teologia de Francisco ... e desmonta a religiosidade da extrema direita

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

02 Maio 2019

Concluída a parte política do 1º de Maio - após as 14h, começaram as apresentações musicais –, representantes das centrais sindicais estimaram em 200 mil o número de pessoas no Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, em ato que teve a "reforma" da Previdência como tema principal. Dirigentes pediram a retirada do projeto como ponto de partida para um eventual princípio de diálogo. Mas apostam na greve geral, marcada para 14 de junho, como fator fundamental para derrotar o governo.

A reportagem é de Vitor Nuzzi, publicado por Rede Brasil Atual - RBA, 01-05-2019.

"A briga é muito dura. Temos condições de barrá-la (a proposta governista). Mas eles também têm condições de aprovar. Precisamos convencer a opinião pública a pressionar os deputados", disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, depois dos pronunciamentos de representantes das 10 centrais que se uniram pela primeira vez nesta data. "É um sinal de amadurecimento das centrais", comentou o presidente da Força, Miguel Torres.

Segundo Vagner, as entidades estão de acordo quanto à necessidade de "ajustes" no sistema previdenciário. "Tem de pegar sonegadores, pegar as empresas que sonegam. Mas o que Bolsonaro quer fazer é acabar com a Previdência", afirmou.

Durante o ato, líderes políticos enfatizaram a necessidade de unir a oposição em torno de uma agenda mínima e contra a "reforma". O ex-candidato Fernando Haddad (PT) disse que o governo tem "pessoas obscurantistas" e afirmou que a economia está patinando. Segundo ele, Bolsonaro é hoje "persona non grata no mundo inteiro".

Carlos Lupi, do PDT, aposta num "rastilho de pólvora", no sentido da mobilização social contra o governo, que ao apresentar a proposta de reforma estaria sofrendo o que ele chama de "maldição dos pobres", tornando-se, com poucos meses, o mais impopular da história brasileira.

O presidente da CTB, Adilson Araújo, acredita que a "centralidade" do movimento oposicionista está em uma agenda que contemple itens como a reforma tributária, aumentando o limite de isenção do Imposto de Renda na fonte, por exemplo. Citando dados de lucros de bancos e indicadores econômicos, Adilson afirmou que "esses dados são reveladores de que quem está pagando a conta da crise é a classe trabalhadora". "É um governo desqualificado, despreparado, sem um projeto para o país."

Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, ainda há possibilidade de diálogo com o governo. "Senti essa possibilidade na reunião com Bolsonaro", afirmou o o sindicalista, que esteve com o presidente da República na última segunda-feira (29). "Pedi a ele que pudesse ampliar a participação com todas as centrais", disse Patah, para quem é possível, apesar de pensamentos divergentes, encontrar composição em alguns itens, mesmo na questão previdenciária. E o movimento sindical não pode ser "sufocado". "Temos de exaurir o diálogo", acrescentou.

Na próxima segunda-feira (6), à tarde, dirigentes das centrais vão se reunir em São Paulo para fazer um balanço do ato de hoje e discutir os próximos passos.

A cantora Beth Carvalho, que morreu ontem, foi homenageada por vários oradores. Pouco antes das 15h, Leci Brandão subiu ao palco cantando As Rosas não Falam, sucesso de Cartola que se tornou parte do repertório de Beth. "Vamos fazer uma resistência contra essa reforma maldosa", conclamou Leci. "Viva a democracia."

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Centrais defendem greve geral em 14 de junho e retirada de projeto da Reforma da Previdência - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV