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26 Abril 2019

O Ministério da Saúde só vai entregar aos municípios 48% das doses da BCG, que protege contra tuberculose e é a primeira do calendário vacinal. Com isso, prefeituras já estão restringindo os dias das aplicações: frascos com múltiplas doses só são abertos em dias específicos, para não ter risco de alguma dose sobrar e ir para o lixo. Uma preocupação imediata é que uma das razões apontadas para a diminuição na cobertura é o número de vezes que os pais precisam se deslocar para completar o calendário. Ter que ir mais de um dia para conseguir dar a mesma vacina deve piorar a situação.

Segundo a pasta, a redução na distribuição é pontual e se deve a uma mudança na localização do armazém da vacina. Mas secretários de saúde reclamam de outra coisa: faltam também soros para picadas de animais venenosos. O ministério disse que a produção vai normalizar no próximo semestre mas, ao menos na matéria do Estadão, não ofereceu nenhuma justificativa para a indisponibilidade.

A informação é publicada por Outra Saúde, 26-04-2019.

Solução enviesada

Enquanto o Mais Médicos segue em crise, há cerca de 120 mil formados no exterior, sem Revalida, querendo trabalhar aqui e reclamando da longa espera para fazer a prova. Segundo o Estadão, a solução proposta pelo ministro Mandetta é mudar sua "lógica". O que passa por incluir universidades privadas no processo. Encarecendo-o.

Haveria algumas mudanças. A primeira é na ordem do exame: hoje, primeiro são avaliados os comprovantes da formação e depois há a prova, organizada pelo Inep. Mandetta sugere inverter a ordem, analisando os documentos só de quem passar no exame, para agilizar as coisas.

A educação privada entraria numa fase posterior, após a aprovação dos profissionais. É que, no modelo proposto pelo ministro, pode haver a necessidade de fazer um curso de adaptação com disciplinas que são parte do currículo aqui e não tenham sido feitas no exterior. Mas, de acordo com ele, a dificuldade é "achar uma vaga na faculdade pública" para isso. Então, sua ideia é oferecer essas aulas no setor privado, o que sairia mais caro.

Para os dois mil cubanos que ficaram aqui e não podem trabalhar como médicos, Mandetta parece estar enrolado. Diz que é "uma questão de direitos humanos" legalizar essa situação, mas ao mesmo tempo teme que abrir uma excepcionalidade para os cubanos leve a uma enxurrada de processos na Justiça por parte de outros médicos formados no exterior. Uma das alternativas do Ministério, segundo a reportagem, é realizar o Revalida também para esses médicos e incorporá-los de volta ao programa até regularizar sua situação.

Sobre o novo Mais Médicos: o ministro ainda quer terminar uma proposta este mês. Gosta do nome 'Médicos pelo Brasil'. Sem "Mais".

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