Dados de um relatório da UE, FAO e PAM. Em apenas oito países, dois terços dos famintos do mundo

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04 Abril 2019

São o Afeganistão, a República Democrática do Congo, a Etiópia, a Nigéria, o Sudão do Sul, o Sudão, a Síria e o Iêmen.

A reportagem é publicada por L'Osservatore Romano, 03-04-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em apenas oito países do mundo se concentram cerca de dois terços dos 113 milhões de pessoas que sofrem de "fome aguda". Uma situação inaceitável, embora nem tão proibitiva sob o aspecto da possibilidade de intervenção. Os dados fazem parte do relatório conjunto da União Europeia, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Programa Mundial de Alimentos (PAM) sobre as áreas do planeta onde se registram as condições de insegurança alimentar mais elevadas. O texto avalia especificamente 53 países que, na escala de medição da fome - chamada Ipc e composta de cinco níveis -, se encontram nos três degraus mais altos, ou seja, "crise", "emergência" e "carestia", em que a fome é definida como "aguda".

O documento enfatiza, portanto, que aproximadamente 113 milhões de pessoas em 53 países do mundo experimentaram situações de insegurança alimentar aguda em 2018; o único valor reconfortante é uma diminuição de 11 milhões em comparação com 2017. No entanto, os dados do relatório mostram que o número de países aumentou ligeiramente e que 143 milhões de pessoas em outros 42 países estão se aproximando da fome aguda. Além disso, em 17 países a situação permaneceu estável ou aumentou significativamente em relação a 2017.

O maior alarme lançado pela União Europeia, FAO e PAM é justamente sobre o dado relativo à concentração de cerca de dois terços dos 113 milhões em apenas oito países, todos envolvidos em conflitos de longa data, muitas vezes verdadeiras guerras civis. Estes são o Afeganistão, a República Democrática do Congo, a Etiópia, a Nigéria, o Sudão do Sul, o Sudão, a Síria e o Iêmen.

A condição daqueles países que não são levados em consideração nesta análise por causa da falta de dados, entre os quais a Coreia do Norte e a Venezuela, também preocupa. Existe também um fator emergente que o relatório analisa, que é o relativo aos 29 milhões de pessoas que vivem uma condição de fome aguda devido às mudanças climáticas e aos consequentes desastres naturais.

O deslocamento de algumas populações e as situações de crise econômica que alguns países vivem estão entre as causas "tradicionais" de insuficiência alimentar. Portanto, o documento pede enfaticamente um incremento da cooperação que combine prevenção, preparação e resposta às necessidades humanitárias urgentes e às suas causas.

Ao apresentar o relatório, Christos Stylianides, comissário da União europeia para as ajudas humanitárias e a gestão de crises, ressaltou que "nos últimos três anos, a UE destinou o maior orçamento humanitário para a assistência alimentar e nutricional, com quase 2 bilhões de euros no total". Daí o seu apelo à comunidade internacional porque – conforme ele explicou - "as crises alimentares continuam a ser um desafio global, que exige os nossos esforços conjuntos".

Ainda durante a apresentação do documento, o diretor-geral da FAO, Graziano da Silva, afirmou que "apesar da ligeira queda em relação aos valores de 2017, o número de pessoas atingidas pela insegurança alimentar aguda ainda é muito alto". Da Silva, depois, convidou a "atuar em larga escala" com intervenções humanitárias, políticas de desenvolvimento adequadas, para a construção da paz e "para construir a resiliência das populações atingidas e vulneráveis". É necessário "para salvar vidas", de acordo com o diretor geral da FAO, também intervir para salvaguardar os meios de subsistência.

Por sua vez, o diretor executivo do PMA, David Beasley, fez um apelo diretamente aos líderes do mundo, pedindo-lhes que assumissem suas responsabilidades com ações destinadas a resolver os conflitos que estão na base, juntamente com a instabilidade e o impacto das mudanças climáticas, da situação de "fome aguda".

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