Cardeal Müller: papa está cercado de bajuladores, e a Igreja está sendo guiada segundo as regras dos jesuítas

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • Cardeal Luis Antonio Tagle: a melhor nomeação do papa

    LER MAIS
  • Novo bispo austríaco se opõe ao celibato sacerdotal obrigatório

    LER MAIS
  • O Estado não existe na terra indígena mais letal para os guardiões da floresta

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

20 Fevereiro 2019

O ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé criticou severamente os conselheiros do papa e a forma como a Igreja está sendo administrada atualmente.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por The Tablet, 18-02-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em um artigo de duas páginas na revista alemã Spiegel de 16 de fevereiro, o cardeal alemão Gerhard Müller disse que, embora o papa, pessoalmente, seja um “católico ortodoxo”, ele está cercado de bajuladores. O C9 se tornou um “círculo exclusivo” em que domina o conceito de administração, sublinhou Müller.

“É dever do papa unificar a Igreja na verdade, e seria perigoso se ele cedesse à tentação de colocar o grupo que se orgulha de ser progressista contra o restante da Igreja”, disse Müller. Infelizmente, Francisco estaria cercado de pessoas que pouco entendem sobre teologia e o ensino social da Igreja, e que “não estão preparadas para abandonar sua mentalidade cortesã de séculos atrás”.

Eles acham que toda palavra que o papa diz é sacrossanta. Além disso, não se pode comparar a relação de um papa – “neste caso, Francisco” – com a Igreja e a relação do geral jesuíta com os provinciais jesuítas, assinalou Müller. “Governar a Igreja inteira de acordo com as regras jesuítas é simplesmente inaceitável”, enfatizou.

Perguntado sobre por que ele achava que o tema dos abusos sexuais clericais estava sendo instrumentalizado por oponentes da Igreja Católica, Müller disse que o abuso sexual de adolescentes ocorreu “aos milhões” em todo o mundo. Não havia absolutamente nenhuma prova de que isso tivesse algo a ver com o clericalismo. “A causa-raiz está no caráter depravado do perpetrador e não tem nada a ver com o seu ofício.”

Ele também está convencido de que há uma conexão entre o abuso sexual e a homossexualidade. “Tivemos uma visão perfeita disso estatisticamente na Congregação para a Doutrina da Fé. Mais de 80% das vítimas de abuso sexual com menos de 18 anos eram adolescentes do sexo masculino. Infelizmente, essas estatísticas não desempenharão um papel na próxima cúpula do Vaticano sobre os abusos. A visão da Igreja é bem clara: quem não pode se controlar não é elegível para o sacerdócio. Além disso, eu sou da opinião de que ninguém nasce homossexual. Nascemos homens ou mulheres”.

Quanto à crítica do cardeal Walter Kasper ao seu “Manifesto”, no qual Kasper menosprezou a menção de Müller ao Anticristo, Müller acha que Kasper talvez estivesse “usando os óculos errados”. Mas ele poderia usar as palavras de Lutero e dizer “Aqui estou. Eu não posso fazer de outro modo. Que Deus me ajude. Amém”.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Cardeal Müller: papa está cercado de bajuladores, e a Igreja está sendo guiada segundo as regras dos jesuítas - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV