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16 Fevereiro 2019

• O gesto de apagar as luzes por uma hora simboliza preocupação com o meio ambiente e reflexos das mudanças climáticas na vida das pessoas.

• Em 2018, a Hora do Planeta teve a participação de cidades e municípios em 188 países e territórios, contabilizando mais de 17 mil ícones ou monumentos apagados. No Brasil, foram 100 cidades aderindo e mais de 1500 monumentos apagados, além de uma grande participação empresarial, com mais de 160 empresas.

A reportagem é de WWF-Brasil, reproduzida por amazônia.org, 15-02-2019.

A 45 dias da Hora do Planeta 2019, que acontece das 20h30 às 21h30 em 30 de março, o WWF-Brasil convida as cidades a aderirem ao maior movimento mundial de sensibilização aos efeitos das mudanças climáticas. O convite inicial é que as prefeituras desliguem as luzes de prédios e monumentos nos 60 minutos do evento. Mas todos podem se juntar ao movimento e mostrar que se importam com o meio ambiente! As inscrições já estão abertas, pelo site www.horadoplaneta.org.br.

Ao apagar as luzes, o município – ou o dono de uma empresa, ou o dono de uma casa– mostra que está preocupado e envolvido com o meio ambiente, em especial com as mudanças climáticas e seu impacto na vida das pessoas. E os impactos são muitos! Aumento da temperatura, das secas, das inundações, interferindo também no habitat de muitos animais, o que prejudica a biodiversidade.

Além do gesto simbólico, muitos municípios aproveitam a data para realizar eventos e, assim, envolver mais pessoas nessa causa. Esse é o caso, por exemplo, da cidade de Barueri, em São Paulo, que há anos participa da campanha e promoveu uma bicicletada noturna com distribuição de prêmios na edição 2018.

Neste ano, a proposta do WWF-Brasil é de melhorar o recorde de cidades participantes. Até agora, o recorde é de 186 cidades (2017). Por isso, o contato com as prefeituras começa com antecedência maior em relação às últimas edições.

Como participar

O número de cidades que decidem apagar as luzes de um ou mais monumento é importante pois ajuda na visibilidade da campanha, mas o objetivo principal é mudar o que acontece nas outras 8759 horas de cada ano, trazendo a conscientização ambiental para o dia a dia de todos.

“Apesar da Hora do Planeta ser tradicionalmente conhecida pela ação de apagar as luzes, este é um movimento mais amplo e de toda a sociedade. Empresas, organizações sociais e indivíduos também estão cada vez mais presentes na campanha, desde ajudando na divulgação online até criando eventos para amigos, clientes ou funcionários. Dessa forma, contribuem com a compartilhamento da mensagem e uma mudança de atitude”, diz Gabriela Yamaguchi, diretora de engajamento do WWF-Brasil.

Para aderir oficialmente à campanha, o indivíduo ou representante de cidade ou empresa deve entrar no site www.horadoplaneta.org.br e fazer um pequeno cadastro, dizendo quais locais serão apagados e se haverá outras ações. Todos os participantes serão divulgados em um grande mapa de ações, em que as pessoas poderão procurar o evento mais próximo.

“A questão ambiental está extremamente ligada a nossas vidas, impactando diretamente na qualidade do ar que respiramos, da água que consumimos e na disponibilidade de alimentos”, diz Gabriela. Aos municípios, a Hora do Planeta é um convite para repensar práticas e desenvolver “políticas públicas para se tornar cada vez mais sustentável, proporcionando ganhos para a gestão pública e para a qualidade de vida das pessoas. O WWF-Brasil possui diversos estudos, guias, relatórios e materiais diversos que podem apoiar esses entes a serem mais sustentáveis”, completa.

O que é a Hora do Planeta

A Hora do Planeta é um movimento voluntário de sensibilização para as questões de mudanças climáticas e seu impacto na biodiversidade e na vida das pessoas. O movimento nasceu em 2007, na cidade de Sydney, na Austrália, e desde então vem ganhando o mundo, com cada vez mais adeptos. Em 2018, a Hora do Planeta teve a participação de cidades e municípios em 188 países e territórios, contabilizando mais de 17 mil ícones ou monumentos apagados. No Brasil, foram 100 cidades aderindo e mais de 1500 monumentos apagados, além de uma grande participação empresarial, com mais de 160 empresas.

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