Pastorais realizam missão conjunta no rio Paraopeba, em Brumadinho (MG)

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03 Fevereiro 2019

Agentes do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT) estão em missão conjunta, na cidade de Brumadinho (MG) para avaliarem a dimensão do impacto do  rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale na região.

A reportagem é publicada por Conselho Pastoral dos Pescadores - CPP, 30-01-2019.

Na ocasião, os agentes registraram o estado do Rio Paraopeba contaminado pela lama da mineradora. Como o Paraopeba é afluente do Rio São Francisco, a preocupação dos agentes é com a dimensão do impacto do vazamento da lama no Velho Chico. A viagem itinerante começou no dia de hoje (30/01) e deve seguir por mais alguns dias. A ideia é chegar até a foz do rio Paraopeba, já próximo do rio São Francisco.  

A agente do CPP, Ir. Neusa Francisco, ficou estarrecida com o que viu e afirma que o impacto do crime na vida dos moradoras da localidade já pode ser sentido não apenas com as mortes ocorridas. “Ao entrar na cidade de Brumadinho, já nos deparamos com o rio agonizante. O rio aqui já não tem mais imagem de rio. A gente chega à beira do Paraopeba e encontra pessoas que vão parando à margem do rio como se estivessem num velório. As pessoas vão chegando e vão contemplando a face de um morto. É muito triste!”

Uma das preocupações dos participantes da missão é como o vazamento pode afetar o rio São Francisco. “Ainda não sabemos se será tão logo ou se será mais tarde. Não sabemos em que dimensão ela vai chegar no São Francisco, mas nós temos a certeza que ela vai chegar. Ainda não tivemos acesso a nenhum estudo técnico que nos mostre em que situação ela está chegando”, informa a agente. 

Ir. Neusa fala também da preocupação entre os pescadores e pescadoras artesanais do Velho Chico, que são acompanhados pelo Conselho Pastoral dos Pescadores. “Tudo indica que o Rio São Francisco já está sendo penalizado com mais esse crime e os pescadores estão aflitos. O CPP está aflito junto porque sabemos que é mais uma tragédia que esse crime traz para a pesca artesanal”.

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