Ano de 2019 não será nada fácil para a Igreja Católica, diz cardeal Marx

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21 Janeiro 2019

O presidente da Conferência dos Bispos da Alemanha disse que 2019 será um ano tão difícil para a Igreja Católica quanto o ano de 2018.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada em The Tablet, 18-01-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em uma longa entrevista para o jornal alemão KNA, publicada em 11 de janeiro, o cardeal Reinhard Marx discutiu alguns dos principais desafios que a Igreja enfrentará em 2019, incluindo a cúpula sobre os abusos em fevereiro, a reforma da Cúria e o Sínodo Pan-Amazônico.

Questionado sobre o progresso que ele esperava na questão dos abusos, quando os presidentes de todas as Conferências Episcopais se reunirão no Vaticano no fim de fevereiro, Marx lembrou que a conscientização sobre a questão dos abusos difere amplamente em termos regionais.

“Algumas Igrejas locais dificilmente abordaram o problema do abuso até agora, algumas estão no meio de discussões, e outras já lançaram medidas para lidar com isso”, ressaltou.

“Devemos deixar claro publicamente que estamos preparados para enfrentar o problema do abuso sexual e espiritual na Igreja juntos", disse.

Seria muito importante que as Conferências Episcopais que já lidam com o problema dos abusos há algum tempo descrevessem suas experiências. Ele certamente faria isso sozinho, ressaltou. Ele disse que permanece em contato com as vítimas de abuso desde 2010. Foi crucial ouvir suas histórias de vida e tentar ver a perspectiva delas. Assim, ele cumpriu o desejo do papa de que os bispos contatem pessoalmente as vítimas de abuso antes da cúpula, disse Marx.

O Conselho dos Cardeais, do qual ele é membro, apresentará em breve as suas sugestões para a reforma da Cúria, lembrou o entrevistador. O que ele achou mais importante? O cardeal respondeu dizendo que delinearia e enfatizaria a função de serviço da Cúria como órgão consultivo não apenas para o papa, mas também para toda a Igreja.

“Tenho a impressão de que o grupo (ex-C9, agora C6) que o papa convoca quatro vezes por ano faz bem a ele. Ele participou de quase todas as nossas reuniões e sempre procurou as nossas opiniões. Temos a intenção de dar um novo impulso, mas o papa tem a decisão final.”

Marx também abordou o próximo Sínodo da Amazônia, que será realizado em outubro deste ano. Ele disse não ter tido a impressão de que o Sínodo foi convocado acima de tudo para discutir a possibilidade de ordenar homens casados provados por haver tão poucos padres nessa imensa área, como tantas vezes foi sugerido, observou Marx. O principal objetivo do papa era deixar claro que a proteção do ambiente era nossa responsabilidade global, afirmou.

Climaticamente, a região é o pulmão do nosso planeta. Não se pode simplesmente dizer que o problema é do Brasil, disse Marx. “Em princípio, Francisco está preocupado com a nova ideia de progresso, como afirmou em sua encíclica Laudato si’”, disse.

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