No centenário do assassinato de Rosa Luxemburgo, na rebelião espartaquista de 15 de janeiro de 1919

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17 Janeiro 2019

Podemos compor uma grande galeria dos que têm lutado pela justiça e pela liberdade, numa lista que se quer heterogênea e plural: Oscar Romero, Hélder Câmara, Jean Jaurès, Che Guevara, Antonio Gramsci, Paolo Dall’Oglio, Dorothy Stang, e tantos outros. Num lugar muito particular, está a grande pensadora e militante internacionalista Rosa Luxemburgo.

O texto é de Luiz Alberto Gomez de Souza, sociólogo. 

Engajada na Polônia de origem, na Alemanha, na Rússia, foi um grande farol da Segunda Internacional. Avessa a todo e qualquer autoritarismo, teve famoso debate com Lênin acerca de um partido proletário. Crítica de uma revolução isolada num país, foi voto vencido na Liga Espartaquista que ajudara a criar, mas por disciplina participou da sua insurreição. Foi então morta por antigos companheiros de ontem, do partido social-democrata alemão criado por Engels, naquele momento escandalosamente aboletados no governo alemão de Weimar.

Por anos houve peregrinações ao canal em Berlim onde foi jogada e logo, ao cemitério da cidade. Este ano a manifestação foi especialmente numerosa e entusiasta. O grito escandido:

Rosa Luxemburgo, presente!

Escrevi para a ocasião:

Há cem anos Rosa sonhava.
Segue no coração de nossa utopia,
no casulo de nossa esperança.
Um dia se transmutará em mil práticas,
que apontarão unidas, lá na frente,
o amanhecer de um tempo fraterno.

Lá está, horizonte sempre fugidio,
mas nem por isso menos exigente.

"Nisto conhecerão que sois meus discípulos" (Jo 13, 35).

Seu busto e uma de suas  frases libertárias (Foto: Reprodução)

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