EUA. Duas províncias jesuítas divulgam 153 nomes de religiosos abusadores

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10 Dezembro 2018

Duas províncias jesuítas que abrangem quase a metade dos Estados Unidos divulgaram nessa sexta-feira, 7 de dezembro, os nomes de mais de 150 padres e outras lideranças de ministérios que receberam contra eles “acusações credíveis” de abuso sexual desde os anos 1950.

A reportagem é de Jim Salter, publicada em America, 07-12-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Província Jesuíta do Oeste, que abrange 10 Estados do leste estadunidense, disse que sua investigação interna encontrou denúncias credíveis contra 111 padres, irmãos ou padres em formação que estavam ligados a eles desde os anos 1950. Ninguém na lista ainda está envolvido no ministério pastoral público, afirma-se.

Horas antes, a Província Jesuíta do Centro-Sul dos Estados Unidos, que abrange 13 Estados junto com Porto Rico e o país centro-americano de Belize, divulgaram os nomes de 42 homens que mantinham laços com a província desde 1955. Afirmou-se que quatro ainda são membros da província, mas não estão ativos no ministério e vivem em residências supervisionadas.

Muitos dos homens das duas listas já morreram, e outros foram demitidos do sacerdócio, disseram as autoridades. A maioria dos homens nas listas eram padres.

Uma terceira província, que abrange vários Estados do Meio-Oeste, a Província do Meio-Oeste, deve anunciar suas próprias descobertas em 17 de dezembro.

Anteriormente, os jesuítas já haviam resolvido ações judiciais em todo o país, incluindo um acordo de 166 milhões de dólares, envolvendo cerca de 500 denúncias de abuso no Oregon, em 2011, que foi uma das maiores sedes envolvendo acusações de abuso do clero.

O provincial do Centro-Sul dos Estados Unidos, Ronald Mercier, disse que a “tempestade” vivida pela Igreja Católica deve ser enfrentada com transparência.

“Possivelmente, as palavras podem não bastar para expressar a nossa tristeza e vergonha pelo que ocorreu, a nossa promessa de orações pela cura e o nosso compromisso de trabalhar com eles”, disse Mercier em um comunicado. “Cuidar desses sobreviventes – e evitar eventos futuros – deve ser o nosso foco à medida que avançamos.”

O provincial dos jesuítas do Oeste, Scott Santarosa, pediu desculpas em nome da província.

“É inconcebível que alguém encarregado da pastoral de uma criança possa ser capaz de algo tão prejudicial”, disse Santarosa em um comunicado à imprensa. “No entanto, tragicamente, essa é uma parte da nossa história jesuíta, um legado que não podemos ignorar.”

Jeff Anderson, um advogado de St. Paul, Minnesota, especializado em processos de abuso do clero, disse que a publicação das listas era “a coisa certa a se fazer”, pois permite que as vítimas se apresentem e sigam em frente em suas vidas.

“Para um sobrevivente que foi abusado por uma dessas pessoas, isso os ajuda a perceber: ‘Eu não sou o único, eu não estou sozinho’”, disse Anderson. “Isso pode inspirá-los a buscar ajuda, a compartilhar o segredo e a encontrar um modo de vida melhor.”

David Clohessy, da Rede de Sobreviventes de Abusos de Padres (SNAP, em inglês), pediu que os jesuítas “expliquem exatamente quando cada uma dessas acusações foi considerada credível. Desse modo, os católicos saberão quantos meses, anos ou décadas as autoridades da Igreja mantiveram esses homens e seus crimes escondidos”.

Casos de abuso sexual por padres e outras lideranças religiosas estão sob um escrutínio maior desde agosto, quando um relatório do Grande Júri da Pensilvânia detalhou décadas de abuso e de encobrimento em seis dioceses. O relatório afirmou que mais de 1.000 crianças foram abusadas durante vários anos por cerca de 300 padres.

O relatório levou a novos exames em várias dioceses e a um novo escrutínio da aplicação da lei.

O Papa Francisco convocou uma cúpula para os dias 21 e 24 de fevereiro no Vaticano para abordar formas de prevenir o abuso sexual.

As listas dos nomes em ambas as províncias foram compiladas internamente, mas ambas dizem que contrataram uma empresa de consultoria para realizar uma revisão independente em meados deste ano.

A Província Jesuíta do Centro-Sul dos Estados Unidos abrange os Estados do Alabama, Arkansas, Colorado, Flórida, Geórgia, sul de Illinois, Kansas, Louisiana, Mississipi, Missouri, Novo México, Texas, Tennessee e Oklahoma, além de Porto Rico e Belize.

A Província Jesuíta do Oeste inclui o Alasca, Arizona, Califórnia, Havaí, Idaho, Montana, Nevada, Oregon, Utah e Washington.

As outras duas províncias jesuítas do país, Maryland e Nordeste, estão em processo de fusão e “concordam que a responsabilização e a transparência são da maior importância”, disse o porta-voz da província de Maryland, Michael Gabriele. A província do Centro-Oeste também está planejando divulgar nomes em breve.

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