Agência de notícias do governo chinês cria um “Apresentador com Inteligência Artificial” que parece humano (mas não é)

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10 Novembro 2018

“É meu primeiro dia na agência de notícias Xinhua. Minha voz e meus gestos estão programados por Zhang Zhao, um apresentador real da Xinhua”. São as primeiras palavras do Apresentador com Inteligência Artificial (IA), conforme chamaram a criatura, desenvolvida pela agência governamental em colaboração com a companhia Sogou. Foi apresentado na World Internet Conference (Conferência Mundial de Internet), que acontece em Wuzhen até o próximo dia 9 de novembro.

A reportagem é de David Sarabia, publicada por El Diario, 08-11-2018. A tradução é do Cepat.


Segundo os desenvolvedores, consegue dar as notícias “com o mesmo efeito” que um apresentador humano. Fizeram dois, com um diferente aspecto: um que lê as notícias em inglês e outro em chinês, segundo o South China Morning Post. Ambos aprendem dos vídeos que veem e se alimentam de notícias. No caso do apresentador em inglês, segundo Xinhua, “agora é um membro de nossa equipe e pode trabalhar 24 horas por dia, reduzindo os custos e melhorando a eficiência”.

“Trabalharão com outros apresentadores para lhes oferecer informação fidedigna, oportuna e precisa em chinês e inglês”, explicaram durante a apresentação. Os dois entes já se encontram em operação através da página web de Xinhua e dos aplicativos oficiais da companhia. Também estão em WeChat, o aplicativo de mensagem instantânea mais usado pelos chineses.

Os apresentadores, desenvolvidos com base em machine learning (aprendizagem automática), irão aperfeiçoando suas habilidades na medida em que vão narrando mais notícias. No momento, tanto a voz como as expressões faciais são bastante robóticas, ainda que tanto Xinhua como Sogou confiam que isto irá melhorando com o tempo.

“Perspectivas intermináveis” versus Vale Inquietante

A agência de notícias chinesa qualifica a tecnologia como “um grande avanço no campo da síntese global da Inteligência Artificial”. São os primeiros que conseguiram criar uma IA que narre em tempo real as notícias com voz e vídeo; e não só isso: também conseguiram fazer com que o sistema funcione e seja estável, ainda que com as limitações que já mencionamos.

Segundo Xinhua, a IA conta com “perspectivas intermináveis”, já que esperam reduzir o custo na hora de produzir noticiários na televisão. A agência de notícias governamental também considera que assim poderão gerar rapidamente boletins de notícias de última hora, melhorando a pontualidade e a qualidade.

Michael Woolridge, um professor da Universidade de Oxford, entrevistado pela BBC, duvida que nos próximos anos esta técnica se normalize. Pauta-se sobretudo na Teoria do Vale Inquietante, onde se expõe que quanto mais uma máquina se parece com um humano (física e cognitivamente), maior rejeição o robô produz nos observadores humanos. Woolridge também considera que os apresentadores humanos tradicionalmente foram considerados figuras públicas: “Se você está olhando apenas uma animação, então perde por completo a conexão com o apresentador”.

Estes apresentadores não são os únicos entes gerados pela Inteligência Artificial, ultimamente. Temos a Miku Hatsune, uma voz virtual que já se tornou um ícone de massas no Japão ao ser personificada como uma idol (no país oriental, são conhecidas assim as pessoas que chegam à fama por sua aparência, principalmente). E inclusive o caso das influencers virtuais do Instagram, Lil Miquela e Bermuda, que tiveram instabilidades na rede social, durante várias semanas, pelos insultos que ambas se dirigiram, acusando-se de ter suplantado a identidade uma de outra.

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