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25 Outubro 2018

“Não se pode chamar de ‘preparação ao matrimônio’ três ou quatro conferências ditadas na paróquia”. Foi o que disse o Papa Francisco durante a Audiência Geral, na Praça São Pedro. É necessário um verdadeiro catecumenato, explicou, porque “se aposta toda a vida no amor, e com o amor não se brinca”.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 24-10-2018. A tradução é do Cepat.

“O chamado à vida conjugal exige, portanto, um cuidadoso discernimento sobre a qualidade da relação e um tempo de noivado para a verificar. Para ter acesso ao sacramento do matrimônio, os noivos devem amadurecer a certeza de que em seu vínculo esteja a mão de Deus, que os precede e os acompanha, que lhes permitirá dizer: “Com a graça de Cristo, prometo-lhe ser sempre fiel”, explicou o Pontífice argentino.

“Não podem se prometer fidelidade “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença”, e se amar e honrar todos os dias de suas vidas, baseados na boa vontade ou na esperança de que “a coisa funcione”. Precisam se basear no terreno sólido do Amor fiel a Deus. São muitos os adultérios dos quais a sexta Palavra pode nos defender. E por isso - acrescentou Jorge Mario Bergoglio -, antes de receber o sacramento do matrimônio, é necessária uma cuidadosa preparação, e a responsabilidade de quem faz isto recai sobre ele, sobre o pároco, sobre o bispo que permite estas coisas. A preparação deve ser madura e é necessário tempo, não é um ato formal, é um sacramento: mas é preciso ser preparado com um verdadeiro catecumenato”.

O Papa falou hoje sobre o sexto mandamento: “Não cometerás adultério”, no marco de um ciclo de catequese dedicado ao decálogo. “Nenhuma das relações humanas é autêntica sem fidelidade e lealdade”, disse. “Não se pode amar só enquanto “convém”, o amor se manifesta justamente para além do limite do próprio interesse, quando se doa tudo sem reservas” e “um amigo também se demonstra autêntico porque permanece tal, em qualquer circunstância, caso contrário não é um amigo”. O ser humano, continuou o Papa, “precisa ser amado sem condições, e quem não recebe esta acolhida” tem um certo vazio, muitas vezes sem saber disso.

“O coração humano procura encher este vazio com similares, aceitando compromissos e mediocridade que tem somente um vago sabor de amor. O perigo é o de chamar “amor” reações imaturas, com a ilusão de encontrar luz de vida em algo que, no melhor dos casos, não é a não ser um reflexo”. Assim acontece muitas vezes e se dá um valor enorme à “atração física, que é em si um dom de Deus”, mas seu objetivo é o de “preparar o caminho para uma relação autêntica e fiel com a pessoa”, disse Francisco, citando São João Paulo II, que em uma catequese de 1980 convidou à “plena e madura espontaneidade das relações”, que se alcança aprendendo com perseverança e coerência “o significado do corpo”.

A fidelidade, disse Francisco, “é uma maneira de ser, um estilo de vida: trabalha-se com lealdade, fala-se com sinceridade, permanece-se fiel à verdade nos próprios pensamentos, nas próprias ações. Uma vida envolvida em fidelidade se expressa em todas as dimensões e leva a homens e mulheres a ser fiéis e confiáveis em qualquer circunstância. Mas, para chegar a uma vida tão bela não basta nossa natureza humana, é necessário que a fidelidade de Deus entre em nossa existência”, concluiu o Papa. Por isso, destacou que “da comunhão com Ele, com o Pai e com o Espírito Santo deriva a comunhão entre nós e o saber viver na diferença nossas relações”.

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