Honduras. “Os hondurenhos migram porque todos nós falhamos”, atesta comunicado da Igreja Evangélica

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23 Outubro 2018

“Descuidamos a construção de uma sociedade com mais oportunidades”, afirma a Confraternidade Evangélica de Honduras, em comunicado sobre a caravana migrante para os Estados Unidos da América.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 22-10-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A Confraternidade Evangélica de Honduras assegurou hoje que os hondurenhos migram “porque todos nós falhamos” e lamentou que no país se “descuidou” a construção de uma sociedade “com mais oportunidades” e “justiça”.

Em um comunicado, a Confraternidade Evangélica indicou que a caravana migrante de centro-americanos, majoritariamente hondurenhos, que trate de chegar a pé até os Estados Unidos da América “ocupa a atenção de todos os países envolvidos”.

“Nos comove que [a caravana] a conformam pessoas que são parte de nossas igrejas, e nos preocupa que viajam muitas crianças, em alguns casos não acompanhados, e mulheres grávidas”, destacou.

A Confraternidade Evangélica de Honduras destacou que os migrantes “vão em busca da satisfação de suas necessidades básicas” e afirmou que os hondurenhos migram de maneira irregular “porque todos nós falhamos”.

“Reconheçamos que falhamos, uns aos outros, além do limite do limite da queixa e da crítica; que descuidamos da construção de uma sociedade com mais oportunidades, com mais justiça em todas as suas formas, com respeito e bem-estar comum”, enfatizou.

Ademais, aponta que os cidadãos buscaram “solução em seus caudilhos, porém não olharam para os princípios de nosso Criador”

A Confraternidade Evangélica de Honduras ressaltou que esse momento “está marcando o coração da nação de forma insuspeitada”, porém “não se trate de acusar nem defender ninguém, e não se trata de utiliza a necessidade alheia para interesses apropriados”.

“Para nós cristãos, esse momento se trata de ser intercessores para favorecer um povo oprimido por causas profundas e de longo tempo. Agora, se trata de procurar ser sentinela diante qualquer um que pretenda impulsar a migração, arriscando a vida daqueles que buscam socorro”, acrescenta.

A Confraternidade Evangélica instou os hondurenhos a alçarem os olhos e buscar “o socorro que vem de Deus, já que também em Deus sustentamos nossa dignidade ante qualquer país estrangeiro. A Ele clamamos por Honduras, pelos migrantes em caravana e pelos seus familiares deixados para trás”.

“Deus não permita nenhum tropeço; nenhuma outra dor mais a que já sofrem os migrantes; nenhum tropeço por causa de mentiras; nenhum tropeço pela perseguição de grupos delinquentes que se encontrem no seu caminho”, agrega.

A Confraternidade diz que espera que os migrantes hondurenhos recebem um “trato misericordioso por parte dos irmãos e solidário por parte dos cidadãos”, e que a resposta do Governo de Honduras e a assistência humanitária dos países vizinhos “seja eficaz em respeitar a dignidade dos migrantes, e oferecer-lhes alternativas favoráveis para sua qualidade de vida”.

A Igreja Evangélica indiou que eleva orações para que “Deus proteja a Honduras de todo mal” e proteja “sempre ao migrante, abra o caminho para seu retorno, ajuda-nos a ser parte da restauração da nossa terra”.

Ademais, que as famílias “possam ser reunidas de novo e deem testemunho de bem-estar e paz em uma nação que encontrou seu guia e socorro em nosso Criador”.

“Que tudo isso nos leve à reflexão para construir juntos uma nação em justiça, onde haja socorro e oportunidade para todos, pois todos somos Honduras”, enfatizou a Confraternidade Evangélica no comunicado.

Milhares de migrantes hondurenhos que saíram em 13 de outubro do seu país em uma caravana retomaram seu caminho para os EUA depois de cumprir os requisitos migratórios do México, cujo governo advertiu em deportar os que ingressassem ilegalmente em seu território.

Segundo o governo de Honduras, mais de 2 mil hondurenhos que integravam a caravana de imigrantes decidiram retornar ao país de maneira voluntária.

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