O Papa pede aos jovens espanhóis “perdão pelos escândalos que ocorrem na Igreja”

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13 Outubro 2018

“Peço-lhes perdão pelos escândalos que ocorrem na Igreja. Não apenas pelos abusos, mas também pelas incoerências. Perdão por escandalizá-los”. Na noite da sexta-feira, o Papa teve um encontro com 1.200 jovens espanhóis que fazem parte do movimento Hakuna, que nasceu depois da Jornada Mundial da Juventude no Brasil.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 13-10-2018. A tradução é de André Langer.

Durante um encontro na Basílica de São Pedro, Bergoglio pediu perdão aos jovens “não apenas pelos escândalos dos abusos, escândalos do mundanismo, do apego aos valores que não são evangélicos, da incoerência da vida”.

“Vocês veem isso e dizem: ‘eu me torno ateu’ (...) Perdão por escandalizá-los. Sinto-me condoído por isso”, disse o Papa em um discurso improvisado e feito em espanhol. Dessa maneira, o Papa lamentou os “erros” cometidos, às vezes, por “pastores” da Igreja católica, por exemplo, “quando um pastor se esquece de ser pastor e se torna um patrão”.

“Esse clericalismo que provoca tanto mal, peço-lhes perdão também por isso”, insistiu. Ao longo do seu discurso, Francisco destacou três valores fundamentais para os jovens: “inconformismo, alegria e compaixão”, e pediu-lhes que “não se conformassem com a vida” e que “saiam para o mundo” e sejam “protagonistas”.

“Não sejam medíocres, devem se alvoroçar fora e dentro das paróquias”, argumentou o Papa argentino, momentos antes de admitir que a Igreja precisa dos jovens. “Se não ficam (os jovens na Igreja), a Igreja fica não apenas sem futuro, mas também sem presente”, disse.

Quanto à alegria, o Papa pediu aos jovens para serem felizes, porque “a tristeza é o ambiente do demônio, o que ele precisa para corromper”. Jorge Bergoglio encerrou sua fala nomeando a terceira palavra, a compaixão, para justificar que é diferente de ter pena, porque se baseia em acompanhar os que sofrem, têm necessidades e também os idosos.

“Não assistam a vida da sacada. Desçam e caminhem. Sejam protagonistas”, concluiu.

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