Santa Sé emite primeira resposta sobre o caso do Arcebispo McCarrick

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08 Outubro 2018

O Vaticano emitiu uma resposta aprovada pelo Papa Francisco às acusações feitas contra o próprio Papa e altos funcionários do Vaticano pelo arcebispo Carlo Maria Viganò. As acusações diziam respeito ao modo como três pontificados lidavam com as alegações de abuso contra o arcebispo Theodore McCarrick e como ele poderia, no entanto, subir na hierarquia da Igreja.

A reportagem é de Gerard O'Connell, publicada por America, 06-10-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

A resposta revelou que “a partir da verificação dos fatos e das devidas circunstâncias”, o relatório final pode concluir que “foram tomadas escolhas que não seriam coerentes com uma abordagem contemporânea de tais questões”. Essas palavras parecem indicar que o Vaticano reconhece tais erros, e foi assim que o caso do Arcebispo McCarrick foi tratado pela Santa Sé.

Vale ressaltar, no entanto, que a declaração não menciona o nome do ex-núncio dos Estados Unidos, arcebispo Viganò, cujo depoimento causou uma divisão e escândalos na Igreja pelo mundo todo. O documento não menciona também a palavra "sanções", a qual o Arcebispo Viganò alega que o Papa Bento XVI impôs inicialmente e que Francisco ignorou.

A declaração do Vaticano, emitida por volta das 15 horas, horário de Roma, afirma que “após a publicação das acusações sobre a conduta do arcebispo Theodore Edgar McCarrick, Papa Francisco, ciente e preocupado com a confusão que essas acusações estão causando na consciência dos fiéis, estabeleceu que isso seja comunicado”.

Em outras palavras, a preocupação de Francisco é de que os católicos nos Estados Unidos recebam respostas verdadeiras para as questões perturbadoras que foram levantadas pelo caso McCarrick. O pontífice explica isso por meio de uma primeira resposta, indicando claramente que haverá uma resposta muito mais completa na hora certa.

O comunicado dizia que “em setembro de 2017, a Arquidiocese de Nova York notificou a Santa Sé de que um homem havia acusado o cardeal McCarrick de tê-lo abusado nos anos 70”.

Revelou também que o Papa Francisco “ordenou uma investigação preliminar completa sobre isso, que foi realizada pela Arquidiocese de Nova York. Ao concluir tal procedimento, a documentação foi encaminhada à Congregação para a Doutrina da Fé - embora tenha surgido graves indícios durante a investigação”.

Francisco interveio, porque só um Papa tem esse direito com relação a um cardeal.

A declaração afirma que “Francisco aceitou a renúncia do arcebispo McCarrick do Colégio Cardinalício, proibindo ele de exercer o Ministério Público e lhe remetendo a uma vida de oração e penitência”.

Fazendo alusão a outras acusações feitas contra arcebispo MaCarrick, referindo-se às várias outras mencionadas por Viganò, o Vaticano disse que Francisco “decidiu que as informações coletadas durante a investigação preliminar seriam combinadas com um estudo aprofundado de toda a documentação presente nos arquivos dos Dicastérios e Escritórios da Santa Sé sobre o ex-cardeal McCarrick, para apurar todos os fatos relevantes, colocá-los em seu contexto histórico e avaliá-los objetivamente”.

Não é possível saber se toda a documentação será tornada pública, mas espera-se que as conclusões desta avaliação sejam assim estabelecidas.

Ele ofereceu aos católicos norte-americanos a certeza de que, como o Papa Francisco disse na Filadélfia em 27 de setembro de 2015, "seguiremos o caminho da verdade e da tolerância, assim como iremos buscar um tratamento diferente para os bispos que cometeram ou encobriram o abuso, uma forma de clericalismo que não é mais aceitável”.

Francisco muitas vezes se mostra contra o “clericalismo” e já deixou clara sua determinação em erradicá-lo. O pontífice o vê como uma das raízes dos abusos sexuais, de poder e de consciência. Obviamente, o clericalismo foi um elemento-chave no caso McCarrick.

A declaração concluía dizendo que: “O Papa Francisco renova seu convite para unir forças e lutar contra o grave flagelo do abuso dentro e fora da Igreja, além de impedir que tais crimes sejam cometidos no futuro em prejuízo dos mais inocentes e vulneráveis”.

Lembrou que, como parte do esforço para erradicar e prevenir novos crimes de abuso na Igreja, o Papa Francisco “convocou uma reunião dos Presidentes dos Bispos de todo o mundo para fevereiro”.

O documento recorda o que afirmou Francisco em sua Carta ao Povo de Deus, no dia 20 de agosto:

“A única forma de combater a esse mal que foi causado a inúmeras vítimas é mudando nosso pensamento. Enquanto católicos, devemos reconhecer tais pecados para que uma nova história possa ser trilhada com mais consciência”.

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