Chile. Francisco remove Fernando Karadima do sacerdócio

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29 Setembro 2018

O Papa Francisco retirou o Padre Fernando Karadima do sacerdócio. Karadima é conhecido por abusar sexualmente de crianças. Francisco o condenou em sanção a uma vida de oração e penitência, da qual o Vaticano disse ser uma invocação do poder "supremo" do pontífice na Igreja.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 28-09-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

"Francisco retirou Fernando Karadima Fariña do estado clerical, e tomou esta decisão incomum em plena consciência e para o bem da Igreja", diz o inesperado anúncio do Vaticano em 28 de setembro.

Citando o Código de Direito Canônico, a declaração dizia que, ao tomar a decisão, Francisco "exerceu o seu poder ordinário supremo, pleno, imediato e universal na Igreja, consciente de seu serviço ao povo de Deus como o sucessor de São Pedro".

Karadima, de 88 anos, foi condenado pelo Vaticano em 2011 a uma vida de oração e penitência por abuso sexual de menores. A declaração de 28 de setembro não disse se novas evidências ou testemunhos sobre seu comportamento levaram a punição revisada.

Karadima estava no centro da polêmica em torno da visita de Francisco a janeiro ao Chile, onde o Papa defendeu a nomeação de um bispo em 2015 que pelo menos três sobreviventes de abuso disseram estar presente para testemunhar o abuso feito por Karadima.

Depois de voltar para o Vaticano, Francisco admitiu ter cometido "sérios erros" ao lidar com casos de abuso no Chile e desde então aceitou a renúncia de sete bispos no país. Um dos bispos a renunciar foi Juan Barros Madrid, o prelado que o Papa defendeu durante sua visita.

Um sobrevivente dos abusos de Karadima elogiou a decisão de Francisco de removê-lo do sacerdócio. No Twitter logo após o anúncio, Juan Carlos Cruz chamou Karadima de "um criminoso que arruinou a vida de tantas pessoas com seu abuso" e disse esperar que os sobreviventes "sintam um pouco do alívio que sinto hoje".

O Vaticano disse que Francisco havia assinado seu decreto retirando Karadima do sacerdócio em 27 de setembro e que "entrou - em vigor - naquele exato momento".

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