Quando o Papa pensa em Pequim

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25 Setembro 2018

Se sobrevoando o Báltico o Papa lança mensagens para a vizinha Rússia que, no entanto, o Kremlin parece ignorar, o Vaticano, juntamente enquanto Francisco estava partindo para a Lituânia, anuncia um princípio de acordo com a distante China que deveria – assim se espera - abrir uma temporada profícua para superar problemas até agora não resolvidos sobre a nomeação de bispos no antigo Império Celestial. Chegando a Vilnius no sábado, agora o Papa está se preparando para visitar a Letônia, e depois a Estônia, para retornar na terça-feira a Roma.

A reportagem é de Luigi Sandri, publicada por Il Trentino, 24-09-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em seus discursos, ele lembrou a meritória capacidade de acolher do povo lituano: de fato, às vésperas da Segunda Guerra Mundial no país viviam duzentos e cinquenta mil judeus que, quando os exércitos de Hitler ocuparam o país, sofreram um terrível destino, especialmente com o cerco e a destruição do gueto de Vilnius. Mas, convidando hoje os países bálticos a manter vivo o sentido de acolhimento, Bergoglio fez um apelo para não discriminar - especialmente na Estônia - a minoria russa no país.

Do ponto de vista eclesial, aliás, a maioria das pessoas de origem russa que vive no Báltico é ortodoxa: mas de modo especial ligada com o Patriarcado de Moscou, e em pequena parte ao de Constantinopla. Duas Igrejas, agora, à beira do cisma, porque em radical discordância sobre a hipótese (tese totalmente rejeitada por Moscou) de conceder a autocefalia, ou seja, a independência eclesial, à Igreja Ortodoxa Ucraniana, em grande parte ligada ao Patriarcado russo.

Se esse imbróglio eclesial preocupa tanto Francisco, outro problema, muito espinhoso, parece começar a ter solução. De fato, justamente quando o papa, no outro dia, estava voando para Vilnius, o Vaticano anunciava que, "após um longo percurso de ponderadas negociações", a Santa Sé havia assinado um "Acordo provisório sobre a nomeação de bispos". Desde 1951, estava em curso um cabo de guerra entre as duas partes sobre a questão. O regime chinês, de fato, havia imposto a criação de uma Associação patriótica que, sem o consentimento do papa, autonomamente nomeava os bispos para a República Popular da China. Os bispos "lealistas" com Roma, por outro lado, sofreram prisão e perseguição.

O "Acordo Provisório" prevê um mecanismo para dar garantia, nessa questão, ao governo chinês, à Conferência Episcopal Chinesa e, finalmente, ao próprio papa. Só o futuro poderá dizer se o pacto irá funcionar. Alguns acreditam que é uma rendição aos comunistas chineses; outros, no entanto, consideram que seja uma tentativa razoável para destrinchar um novelo que tornava anômala a vida de dez milhões de católicos chineses, às vezes contrapostos entre as duas obediências e, por outras - no campo - aderentes sem problemas a um ou outro grupo. O quanto seja delicada a situação, resulta pela qualificação do novo pacto: "provisório". Mas, se resistir, e se outros nós também forem destrinchados (a Santa Sé ainda tem uma nunciatura - mesmo sem titular! - em Taiwan), um dia o Papa poderia até visitar a Grande Muralha.

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