Cardeal de Washington se prostra pelas vítimas dos abusos sexuais

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17 Setembro 2018

O cardeal Donald Wuerl, de Washington, que foi culpado por fracassar em resolver [os casos envolvendo] os sacerdotes pedófilos na Pensilvânia, se prostrou na sexta-feira, como um sinal de arrependimento, em uma missa dedicada às vítimas.

A informação é publicada por Swiss Info, 14-09-2018. A tradução é de Graziela Wolfart.

O cardeal de 77 anos, que era bispo no nordeste dos Estados Unidos, deitou-se no chão para abrir uma "missa de penitência" na catedral de São Mateus, em Washington.

"Nossas orações vão para aqueles que foram vítimas de graves abusos do clero e do ultraje de uma resposta inadequada", disse o prelado, que anunciou esta semana que quer viajar para o Vaticano para apresentar sua renúncia ao papa Francisco.

"Você deve estar preparado para fazer o que for necessário, inclusive a [própria] saída, e esta ação de minha parte será um aspecto essencial da cura" da igreja, escreveu em uma carta aos sacerdotes de Washington.

Uma investigação de um procurador do estado da Pensilvânia, publicada em agosto, revelou os abusos sexuais perpetrados durante décadas por mais de 300 "sacerdotes predadores": pelo menos mil crianças foram vítimas de suas ações, que foram encobertas pela igreja católica desse estado.

No relatório final, escrito por um júri popular, o cardeal Wuerl, que foi bispo de Pittsburgh de 1988 a 2006, é citado muitas vezes como um dos responsáveis eclesiásticos que ajudou a sufocar o escândalo.

Existem numerosos pedidos por sua renúncia, inclusive de seu próprio clero.

O cardeal se defendeu em uma declaração, assegurando que o relatório demonstrava que havia "atuado com seriedade, em interesse das vítimas e para evitar novos abusos".

Seus partidários argumentaram que havia sancionado a alguns sacerdotes e inclusive havia resistido a uma ordem do Vaticano de reintegrar um predador a suas funções.

Mas o procurador geral da Pensilvânia, Josh Shapiro, o acusou de mentir: "Muitas de suas declarações depois do relatório do grande júri estão em direta contradição com os documentos internos e os arquivos secretos da igreja, e suas declarações enganosas só se somam aos esforços de dissimulação".

Antes da publicação do relatório, a igreja católica já havia sido abalada pela renúncia no final de julho do cardeal Theodore McCarrick, de 88 anos, por acusações de abuso sexual contra um adolescente que se remonta há várias décadas.

Sexta-feira, na missa, um fiel que foi vítima de um sacerdote quando tinha apenas 13 anos, acendeu uma vela com o bispo Wuerl. Michael Nugent explicou à assembleia que foi libertado deste "segredo" quando tinha 55 anos e alguém lhe disse: "não foi tua culpa".

"Vejam a face de um sobrevivente", disse o cardeal a um grupo de seminaristas.

"Lembra que cada vítima tem um rosto e nunca te priva de dizer ‘sinto muito’".

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