Museu Nacional: bombeiro chorou de frustração por não conseguir 'salvar' Luzia

Revista ihu on-line

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Mais Lidos

  • Reflexões iniciais sobre Direito e Economia no processo Economia de Francisco no Brasil

    LER MAIS
  • “Vivemos em um sistema letal”. Entrevista com Markus Gabriel

    LER MAIS
  • Medo, desespero e angústia: um retrato das atuais sociedades distópicas

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


04 Setembro 2018

Grandes tragédias comovem. Por conta desse abalo e por levar a sério seu dever de proteger que o bombeiro Rafael Luz, que estava de folga, pegou o metrô e foi para a Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio, para ajudar no combate as chamas que atingiram o Museu Nacional, na noite do último domingo. 

 

O bombeiro Rafael Luz estava de folga, mas foi até a Quinta da Boa Vista para ajudar no combate ao incêndio no Museu Nacional | Foto: Reprodução Facebook

A reportagem é publicada por O Dia, 03-09-2018.

Em um relato nomeado de 'Em cada canto um herdeiro de Luzia' (em referência ao fóssil mais antigo encontrado nas Américas, um dos símbolos do Museu), o profissional compartilha a frustração de não ter conseguido salvá-la. "Sabia a importância e relevância dessa peça. Fomos levados à sala onde ela estava. Junto com o Tenente Coronel Vitoriano, entramos em uma sala ainda com focos e avançamos. Fizemos um esforço gigantesco e conseguimos nos aproximar e abrir o armário. Ao procurar Luzia, encontrei vazio e um ferro incandescente que derreteu minha luva e queimou meus dedos. Doeu, muito. Saí da sala e chorei. De dor? Não. De frustração. Eu queria ter achado Luzia, ter salvado mais itens, ter ido mais ao museu, ter reclamado mais do abandono do nosso patrimônio histórico. Mas não deu", escreveu. 

Na publicação, Rafael também conta que ele e todos os que trabalhavam no local deram o máximo para apagar o incêndio e minimizar os estragos. "Tenham certeza que eu e meus companheiros que lá estávamos fizemos todo o esforço humanamente possível para salvar qualquer coisa. Sofremos juntos, choramos também. O lema do Corpo de Bombeiros é: “Vida Alheia e Riquezas Salvar!” Riquezas Salvar... Essa parte do lema nunca fez tanto sentido", concluiu.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Museu Nacional: bombeiro chorou de frustração por não conseguir 'salvar' Luzia - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV