A diocese de Melbourne não mais fará a defesa do cardeal George Pell

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03 Setembro 2018

A Igreja australiana quer virar definitivamente a página para a era Pell. É o que se pode concluir dos comentários feitos na última quinta-feira pelo novo arcebispo de Melbourne, Peter Comensoli, que confirmou que vai desmantelar o polêmico programa de indenizações para as vítimas de abusos clericais estabelecido pelo ainda prefeito da Secretaria de Economia da Santa Sé, agora sentado no banco dos réus por supostas agressões sexuais contra menores.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 02-09-2018. A tradução é de André Langer.

“Eu não sei o que vamos colocar no lugar, mas não será a Response Melbourne (Resposta de Melbourne) nem o programa Para a Cura”, disse Comensoli, perguntado por jornalistas no Clube de Imprensa de Melbourne sobre o novo programa de indenizações que os bispos australianos estão preparando como parte de sua resposta às conclusões da Comissão Real Antipedofilia.

A chamada Melbourne Response é o programa de compensação criado pelo cardeal Pell por sua própria conta em 1996, sendo na época arcebispo da cidade, enquanto Para a Cura é o programa adotado pela parte restante do episcopado nacional apenas dois meses depois.

Uma das principais diferenças entre os dois programas é que enquanto o Para a Cura nunca limitou a quantidade de dinheiro que uma vítima de abuso poderia receber, o Melbourne Response o fez, o protocolo que Pell se empenhou para implementar sozinho. Uma estratégia que, de acordo com notícia da agência de notícias Fairfax de final de 2015, poderia ter economizado à Igreja de Melbourne até 62 milhões de dólares australianos (38 milhões de euros).

Mas, embora Comensoli tenha confirmado que haverá um novo programa de indenizações – e espera-se isso em nível nacional –, essa não será a única mudança importante a ser feita em termos de busca da justiça para as vítimas de abusos na arquidiocese de Melbourne.

O novo arcebispo – que tomou posse apenas em julho – também confirmou que a arquidiocese abandonará a defesa legal empregada tanto por Pell quanto por seu sucessor (e antecessor de Comensoli), Denis Hart, que garantia que não era possível processar a Igreja porque ela não existia como uma entidade legal.

Explicando as mudanças, Comensoli enfatizou que só se pode construir a confiança “sendo confiável”. “Você não constrói a confiança saindo e dizendo: ‘Confie em mim!’ Você faz isso por seus próprios atos pessoais”, recalcou, enfatizando que a Igreja precisa abandonar sua imagem “corporativa” e recuperar sua essência de “humildade”.

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