Dossiê pouco convincente, mas é necessária uma réplica. Nos EUA é apenas o começo, pois as gavetas precisam ser esvaziadas. Entrevista com Thomas Reese

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31 Agosto 2018

“Não considero nada convincentes as acusações do Arcebispo Viganò que, entre outras coisas, nos anos em que foi núncio nos Estados Unidos não brilhou pela transparência e comportamento responsável, especialmente no caso de um escândalo na diocese de Minneapolis: pediu a um bispo auxiliar para limitar as investigações contra o arcebispo local e destruir provas. Dito isto, suas declarações exigem uma réplica oportuna do Vaticano. A do Papa, em si compreensível, é facilmente resumida pela mídia como uma recusa em responder. É preciso fazer mais. E devemos mexer na Igreja norte-americana, caso contrário, continuaremos assim por anos".

A voz de Thomas Reese é uma voz importante - e fora do coro - no catolicismo estadunidense.

Teólogo jesuíta que foi colunista e diretor de algumas das mais importantes revistas religiosas dos EUA, chamados por Obama para a Comissão da Casa Branca de liberdade religiosa, também entrou em conflito com a Congregação para a Doutrina da Fé por suas posições heterodoxas em assuntos delicados como o aborto e o sacerdócio feminino.

A entrevista é de Massimo Gaggi, publicada por Corriere della Sera, 30-08-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

Como progressista, vê no documento de Viganò a vingança de um inimigo conservador desse papado?

É fácil rotular Viganò como um subordinado desapontado porque não fez a carreira que desejava. Agora, aposentado, ele se vinga atacando o Pontífice e uma dúzia de cardeais, com muitos dos quais teve confrontos no passado. Fácil, mas errado: suas acusações devem ser examinadas quanto ao mérito e devem ter uma resposta. Não deveria ser difícil, pois Theodore McCarrick, colocado por Viganò no centro da sua denúncia após a renúncia do cardeal, desempenhou toda a sua carreira e teve todas as suas promoções com os papados anteriores: ele se aposentou em 2006.

O fato é que as notícias sobre abusos sexuais continuam a multiplicar-se, especialmente aqui nos EUA, de McCarrick ao grande júri na Pensilvânia: Um escândalo de décadas envolvendo quase todas as dioceses e um grande número de sacerdotes. Os fiéis dos EUA estão abalados como nunca o foram no passado. Eles pedem em massa a renúncia de muitos bispos. Como a Igreja sai dessa situação?

São escândalos que vêm de longe. Eu, que exploro esse triste túnel desde 1985, não estou surpreso. Mas está certo: os fiéis estão indignados, dessa vez sem distinção entre conservadores e progressistas. Em poucos meses as águas vão se acalmar, mas isso é um perigo, não uma oportunidade.

O que o senhor quer dizer?

Os bispos podem se iludir que seja possível seguir em frente sem trazer plena luz sobre os fatos. Mas a Pensilvânia mudou tudo não tanto por causa da gravidade do que é relatado – trata-se em grande parte dos fatos que datam de antes de 2002, a metade dos sacerdotes envolvidos já está morta há muito tempo - mas porque mostra a vontade do governo e da magistratura de intervir. Investigações semelhantes já foram iniciadas pelos ministros da Justiça de Illinois e Missouri. Agora também a Califórnia está se mexendo: em um ou dois anos, outros relatórios chocantes virão a público como aquele que acaba de ser publicado. Melhor lidar com a questão agora, esvaziar todas as gavetas, denunciar as atrocidades do passado. Dessa forma, você também pode demonstrar que as medidas tomadas 10 ou 15 anos atrás, denúncia de pedófilos à magistratura, etc., estão funcionando: escândalos recentes são bem poucos.

Os bispos terão essa coragem? Não existe o medo de um cisma?

Temo que os bispos não terão essa coragem. Mas eu não temo o cisma: aqueles que o ameaçam são barulhentos, mas poucos. Há católicos que desistem, é verdade. Mas as pesquisas dizem que nos deixam porque estão entediados: preferem a música e os sermões crepitantes dos evangélicos.

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