Chile. Mulher é indicada para liderar batalha contra abuso sexual

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14 Agosto 2018

A nomeação de Ana Maria Celis Brunet, advogada especializada em direito da Igreja, ilustra o compromisso do Papa Francisco em acabar com o clericalismo.

A reportagem é de Anne-Bénédicte Hoffner, publicada por La Croix International, 13-08-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

Os bispos católicos do Chile nomearam Ana Maria Celis Brunet, uma experiente advogada e teóloga, para liderar a luta contra o abuso sexual clerical em seu novo papel como presidente do Conselho Nacional da Igreja Chilena para a Prevenção do Abuso Sexual e Acompanhamento de Vítimas.

O Papa Francisco recebeu Brunet, especialista em direito canônico e direito das religiões, em uma audiência na Casa Santa Marta, no Vaticano, em 10 de agosto, poucos dias depois de sua nomeação.

“O objetivo da reunião foi de informar e trocar opiniões sobre as medidas tomadas no Chile para lidar com os casos de abuso e impedir que ocorram novamente. Uma parte significativa da conversa lidou com o sofrimento das vítimas e sua necessidade de conforto e compensação”, dizia uma declaração da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Continuando o esclarecimento

A reunião fornece mais um indicador do desejo de Papa Francisco em se interessar por “cada passo da Conferência Episcopal Chilena”, disse o comunicado.

O evento também ilustra “seu desejo de continuar a esclarecer todas as questões para que uma resposta justa seja fornecida a todos”.

Os 32 bispos chilenos tomaram a decisão de nomear Brunet durante a Assembléia Geral Extraordinária em Punta de Tralca, no centro do Chile, no início de agosto.

Ela seguiu uma série de revelações de abuso sexual cometido por padres, bem como um encobrimento da hierarquia na Igreja.

Em maio, o antecessor de Brunet, Dom Alejandro Goic Karmelic, de Rancagua, no centro do Chile, foi forçado a renunciar à comissão, criada pelos bispos chilenos em 2011.

Em outro sinal da profunda crise na Igreja chilena, o bispo Karmelic também se envolveu no escândalo dos abusos sexuais em sua própria diocese.

Fim do clericalismo

Brunet obteve um doutorado em direito canônico na Universidade Gregoriana de Roma para uma tese sobre o casamento civil.

Professora associada da Universidade Católica do Chile, Brunet também atua com a lei da Igreja no Tribunal Eclesiástico de Santiago.

Sua nomeação também ilustra o desejo do Papa Francisco de acabar com o “clericalismo”, que ele diz ter danificado a Igreja e causado uma explosão de casos de abuso sexual.

Diretora do Centro de Direito e Religião da Universidade Católica do Chile, fundada em 2005 para estudar as relações entre a Igreja e os Estados e promover a liberdade religiosa, Brunet foi secretária e depois presidente - entre 2013 e 2016 - do Consórcio Latino-Americano de Relações Exteriores em Liberdade Religiosa.

Desde 2016, ela é presidente do Consórcio Internacional de Estudos sobre Direito e Religião. Enquanto isso, o Parlamento chileno está considerando retirar a nacionalidade chilena do cardeal Ricardo Ezzati, arcebispo de Santiago, italiano de nascimento que se naturalizou em 2006.

A nacionalidade chilena “foi concedida por sua contribuição ao país enquanto religioso, particularmente no campo da educação. Agora sabemos que isso não é mais válido porque ele não apoiou as crianças [abusadas]", disse a senadora oposicionista, Ximena Rincon.

Como muitos outros bispos chilenos, o cardeal Ezzati é acusado de ter encoberto abuso sexual por padres.

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