Galloro diz que Moro exigiu que PF “cumprisse logo” mandado contra Lula

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • “Não seremos salvos pelo moralismo, mas pela caridade”. Artigo do Papa Francisco

    LER MAIS
  • A contagem regressiva para a próxima pandemia

    LER MAIS
  • Carta de alerta a todas as autoridades políticas e sanitárias brasileiras sobre a Covid-19

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


13 Agosto 2018

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada neste domingo (12), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rogério Galloro, contou que no dia em que o ex-presidente Lula foi preso, Moro o pressionou para que o mandado de prisão fosse cumprido e que 30 agentes do Comando de Operações Táticas (COT) estavam a postos para entrar no Sindicato dos Metalúrgicos

A reportagem é publicada por Congresso em Foco, 12-08-2018.

Logo após ter sua prisão decretada por Moro, Lula permaneceu durante mais de 24 horas na sede do Sindicato, em São Bernardo do Campo (SP), seu berço político.

“Chegou o sábado, Moro exigiu que a gente cumprisse logo o mandado. A missa não acabava mais. Deu uma hora [da tarde] e eles disseram: ‘Ele vai almoçar e se entregar’”, contou Galloro a Andreza Matais, editora da Coluna do Estadão.  

O diretor da PF também afirmou na entrevista que, após Lula não ter se entregado na sexta (6 de abril), a PF entrou em contato, no dia seguinte, com a empresa de um galpão ao lado do sindicato, onde 30 agentes do COT estavam prontos para invadir o Sindicato e prender o ex-presidente.

Após a tentativa frustrada de Lula sair do Sindicato para se entregar, Galloro deu um ultimato para que ele se entregasse. “Quando deu 17h30, eu liguei para o negociador e disse: ‘Acabou! Se ele não sair em meia hora nós vamos entrar’. E dei a ordem para entrar. Às 18h, ele saiu”, relatou Galloro sobre o fim da tarde do dia 7 de abril, um sábado, quando Lula foi preso.

No início daquele mês, Moro determinou o início da execução da pena de Lula, condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em segunda instância. O juiz responsável pelos casos da Lava Jato havia dado até o fim da tarde de 6 de abril, uma sexta-feira, para que Lula se entregasse à PF. Lula foi para a sede do Sindicato para se encontrar com apoiadores. Após o local ter sido cercado por militantes petistas e simpatizantes do ex-presidente, Lula pernoitou no Sindicato e decidiu ficar até o fim da missa que seria realizada na manhã do dia seguinte, em homenagem à sua falecida esposa, dona Marisa.

O acordado era que Lula saísse em segredo pelos fundos do prédio, mas alguém dentro do Sindicato alertou a multidão que Lula sairia. “Foi um susto. A multidão começou a cercá-lo e eu vi que ali poderia acontecer uma desgraça”, disse o chefe da PF.

Leia mais.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Galloro diz que Moro exigiu que PF “cumprisse logo” mandado contra Lula - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV